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DGS pondera acabar com anonimato dos doentes diagnosticados com infeções sexualmente transmissíveis

Intuito é ajudar a identificar os contactos de risco e travar as cadeias de transmissão.

08 de março de 2024 às 09:16

A Direção-Geral de Saúde (DGS) está a ponderar acabar com o anonimato dos doentes diagnosticados com infeções sexualmente transmissíveis, avançou esta sexta-feira o Jornal de Notícias. O intuito é ajudar a identificar os contactos de risco e travar as cadeias de transmissão, habilitando os médicos de saúde pública a realizar a investigação epidemiológica, tal como noutras doenças contagiosas e de notificação obrigatória.

Os últimos relatórios epidemiológicos anuais do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) revelaram um aumento de casos de gonorreia, sífilis e clamídia na Europa e em Portugal, sobretudo entre jovens dos 20 aos 24 anos. A diretora-geral da Saúde, Joana Machado, manifestou preocupação com estes dados. "Neste momento, temos um problema com a anonimização dos doentes com infeções sexualmente transmissíveis. É um tema sensível, mas temos de evoluir e começar por colocar as questões em cima da mesa", afirmou.

Em Portugal, a notificação de casos de gonorreia aumentou de 1.252 em 2021 para 2.253 em 2022. A notificação de casos de clamídia subiu de 914 em 2021 para 1.501 em 2022. Também a sífilis aumentou em Portugal, de 1.144 casos notificados em 2021 para 1.534 em 2022.

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