Graça Freitas adianta que não existem ainda números consolidados sobre a existência de casos de contágio com a Covid-19 nas escolas.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) rejeitou esta sexta-feira que exista falta de uniformidade das autoridades nos critérios de resposta a casos de Covid-19 detetados nas escolas, face às notícias de medidas distintas no envio de pessoas para isolamento profilático.
De acordo com a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, não existem ainda números consolidados sobre a existência de casos de contágio com o coronavírus SARS-CoV-2 nas escolas, cerca de uma semana após o início do ano letivo, uma vez que ainda está a ser realizada a recolha dessa informação. No entanto, não deixou de caracterizar como "bastante pacífico" o arranque da atividade escolar no país ao nível de casos e de surtos.
"Apesar de todas as indicações transmitidas há meses às escolas, há escolas bem preparadas e outras que não o fizeram tão bem. É diferente ter um caso numa escola em que cada sala funciona como uma 'bolha' e numa escola em que, apesar de ter condições físicas para separar os alunos, todas as crianças, independentemente da sua idade, ficavam juntas", começou por referir Graça Freitas na conferência de imprensa sobre a evolução da pandemia de covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.
A diretora-geral da Saúde reiterou a importância da investigação epidemiológica da autoridade de saúde local para a adoção de uma "medida proporcional" que permita enviar o menor número de pessoas para casa.
"Não se trata de não haver uniformização de critérios, trata-se de situações diferentes avaliadas de forma diferente. Quer para os lares, quer para as escolas, há uma preocupação pedagógica de comunicar com as pessoas que gerem estas instituições para que sejam tomadas medidas preventivas", acrescentou.
Por outro lado, Graça Freitas sinalizou também que ocorreram casos de encerramento de salas ou de áreas mais abrangentes em alguns estabelecimentos de ensino que se deveram a uma decisão do Ministério da Educação e não do Ministério da Saúde.
"Há circunstâncias em que é uma determinação do Ministério da Educação, razões profissionais, em que os profissionais das escolas estão doentes ou são contactos próximos; não é uma decisão da Saúde", notou, sublinhando: "Quando há surtos, têm sido de pequena dimensão, o que tem permitido uma intervenção direcionada. Tem corrido bem e esperamos em pouco tempo ter essa estatística".
Portugal contabiliza pelo menos 1.936 mortos associados à covid-19 em 72.055 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).
A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 984.068 mortos e cerca de 32,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
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