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Correio da Manhã

Sociedade
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Direção-Geral da Saúde divulga "Manual das Dietas Hospitalares"

Objetivo é auxiliar a recuperação do doente e aumentar a qualidade de vida.
João Saramago 23 de Dezembro de 2018 às 09:41
Cuidados  nutricionais. Junto do doente, a intervenção tem de ser  precoce
Médicos
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Cuidados  nutricionais. Junto do doente, a intervenção tem de ser  precoce
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Cuidados  nutricionais. Junto do doente, a intervenção tem de ser  precoce
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Auxiliar na recuperação do doente, aumentar a qualidade de vida e reduzir a incidência de deficiências nutricionais e de desnutrição, são preocupações das instituições de saúde que prestam cuidados nutricionais, através da oferta alimentar.

Junto do doente, a intervenção tem de ser precoce, defende a Direção-Geral da Saúde, que divulgou o ‘Manual das Dietas Hospitalares’.

"Os cuidados nutricionais de qualidade desempenham um papel fulcral na prevenção da deterioração do estado nutricional do doente", revela o documento.

É também destacado que "a dieta hospitalar pode proporcionar simultaneamente uma oportunidade para o doente adotar hábitos alimentares saudáveis, particularmente no caso de utentes com doenças crónicas associadas à alimentação", como é o caso da diabetes.

Para a endocrinologista Isabel do Carmo, "a dieta é vital para o doente não ficar desnutrido ou com carências específicas". A especialista salienta, contudo, que "isso coloca-se mais nos cuidados de convalescença ou continuados".

A prática de erros na alimentação do doente apresenta riscos. Avisa ainda a autoridade de saúde que "a prescrição de dietas desadequadas e a pouca flexibilidade do serviço de alimentação hospitalar podem contribuir para a desnutrição."

Novas indicações
O ‘Manual das Dietas Hospitalares’ para este ano traz novidades. A endocrinologista Isabel do Carmo refere que as dietas ovolactovegetariana e vegetariana são uma inovação.

Uma característica comum é que "toda a dieta hospitalar é baixa em sal, como se entende que deve ser o regime habitual. E por isso os doentes por vezes estranham, porque acham que não tem sabor", referiu Isabel do Carmo.

Apresentada lista de 26 dietas
O Manual das Dietas Hospitalares tem um conjunto de 26 dietas divididas em quatro níveis: dietas de base, variantes, especificidades e pediátricas.
Nas dietas ditas de base figuram a ligeira, mole, cremosa, líquida, vegetariana, ovolactovegetariana e a geral.

As variantes são as restritas em energia, hidratos de carbono, gordura e fibra dietética e resíduos. As dietas com especificidades são: restrita em sal, sem lactose, isenta de glúten, restrita em potássio, em fósforo e de baixo teor microbiano.

A lista conta ainda com nove dietas pediátricas, repartidas por faixas etárias. A sopa está praticamente em todas. 

"Adaptar a cada doente"
Luís Gardete Correia - Especialista em Endocrinologia

- Qual a importância de um manual padronizado a ser utilizado pelas unidades de saúde?

Luís Gardete Correia – São normas orientadoras. Depois, é necessário adaptar a cada doente, num trabalho feito pelo nutricionista.

– A alimentação é vital na recuperação de um doente?
– A pessoa está fragilizada nas suas defesas orgânicas. Se, por exemplo, sofre de uma gastroenterite, é necessário repor os níveis de potássio, sódio e água.

– Há um número crescente de doentes em resultado de más práticas alimentares?
– Perderam-se os hábitos antigos. Não se come sopa à entrada. Há excesso de consumo de açúcares. Temos um milhão de diabéticos.
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