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Correio da Manhã

Sociedade
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Direita ajuda PS a travar descongelamento total do tempo de serviço dos professores

PSD e CDS desfazem coligação negativa com BE e PCP e chumbam diploma que defende contagem integral.
Salomé Pinto e Beatriz Ferreira 11 de Maio de 2019 às 01:30
Parlamento
Funcionários públicos manifestaram-se contra o congelamento dos salários
Mário Nogueira e outros professores marcaram presença no Parlamento
Primeiro-ministro, António Costa
Parlamento
Funcionários públicos manifestaram-se contra o congelamento dos salários
Mário Nogueira e outros professores marcaram presença no Parlamento
Primeiro-ministro, António Costa
Parlamento
Funcionários públicos manifestaram-se contra o congelamento dos salários
Mário Nogueira e outros professores marcaram presença no Parlamento
Primeiro-ministro, António Costa
Caíram várias "máscaras", esta sexta-feira no Parlamento, quando PSD e CDS mudaram o sentido de voto e juntaram-se ao PS para rejeitar a contagem integral do tempo de serviço dos professores para efeitos de progressão na carreira: nove anos, quatro meses e dois dias.

O resultado já era esperado, mas a indignação subiu de tom nas bancadas mais à esquerda e nas galerias, onde estavam Mário Nogueira e outros professores.

"Hoje caiu a máscara à direita. O Bloco de Esquerda não vai desistir da recuperação do tempo das carreiras especiais em igualdade com as carreiras gerais da administração pública", afirmou a deputada bloquista Joana Mortágua. Enquanto Ana Mesquita, do PCP, acusou PSD e CDS de "traírem os professores, vergonhosamente".

O PSD pegou na "máscara" e ofereceu-a a António Costa. "A máscara que caiu foi ao primeiro-ministro" que quer governar "a toda o custo e a toda a pressa sem a geringonça", atirou o líder da bancada social- -democrata, Fernando Negrão.

O CDS alinhou pelo mesmo diapasão e acusou todos os partidos à esquerda, sobretudo os socialistas, de "hipocrisia" por terem rejeitado "as salvaguardas financeiras" da direita.

Terminou o prenúncio de uma crise política com a ameaça de demissão de António Costa. Numa declaração ao País, o primeiro-ministro congratulou- -se com a votação final, afirmando que "foi uma vitória da responsabilidade". Mas também aproveitou para tirar outras "máscaras" ao PSD e CDS .

"Os campeões da austeridade, que quiseram ser campeões da generosidade, deram uma enorme cambalhota", disse na residência oficial do primeiro-ministro, em S. Bento.

António Costa "não ganhou a guerra"
O diploma dos professores pode ter sido chumbado no Parlamento mas, para a líder da Frente Comum, Ana Avoila, o primeiro-ministro "não ganhou a guerra".

Esta sexta-feira, durante uma manifestação de funcionários públicos, em Lisboa, a dirigente sindical ameaçou "lutar até ao fim" pelas reivindicações dos trabalhadores.

"Basta de congelamento, queremos o nosso aumento", exigiram os manifestantes, entre os quais professores, num protesto desde o Marquês de Pombal até à residência oficial do primeiro-ministro, António Costa, em São Bento.

Questionada sobre o chumbo da recuperação do tempo integral que esteve congelado na carreira dos professores, Ana Avoila considerou ser "uma etapa" e avisou que "a luta não está acabada" para todas as carreiras do Estado. "Esta votação que houve na Assembleia da República não é o fim de coisíssima nenhuma", afirmou.

Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, que também participou na manifestação, considerou que o chumbo "é uma decisão errada".

"A luta é que vai determinar a resposta do Governo às reivindicações dos trabalhadores", defendeu, acrescentando que a recuperação do tempo de serviço das carreiras especiais não é um assunto encerrado. 

"O lema do PS é primeiro a família"
O presidente do PSD, Rui Rio, acusou esta sexta-feira o primeiro-ministro de colocar os interesses do PS à frente dos interesses do País.

"O lema do PS é primeiro a família, depois o PS e depois o País", afirmou Rio, que criticou o "défice de sentido de Estado" de António Costa
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