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Diretores escolares criticam Ministério por informação "tardia" sobre provas de aferição

Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas "não é a favor de que estas provas este ano não se realizem".

15 de maio de 2023 às 15:32

O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas disse esta segunda-feira que o Ministério da Educação "não está a dar o exemplo", com informação "tardia" sobre as provas de aferição digitais que arrancam na terça-feira.

"Programamos e planeamos as atividades e a tutela não está a dar o exemplo porque não fez chegar a tempo e horas a informação às escolas. No ano passado, fez-se uma fase piloto deste projeto que correu muito bem, mas parece que tiramos poucos ensinamentos", disse Filinto Lima à Lusa em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, à margem de uma conferência organizada pela Rádio Renascença com o tema "O Inverno Demográfico".

"A informação chegou às escolas na passada sexta-feira no sentido de adotarmos procedimentos. Vamos fazê-lo, mas isso pode invalidar o arranque destas provas amanhã [terça-feira]. Muitas escolas programaram já as suas atividades a partir de terça-feira. Temo que algumas escolas tenham de adiar a aplicação das provas de aferição de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) para outro dia", adiantou.

Salvaguardando que a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) "não é a favor de que estas provas este ano não se realizem", Filinto Lima quer que o Ministério envie informação atempadamente.

"O que pedimos é que, de futuro, as informações da tutela cheguem às escolas a tempo e horas. Muitas vezes chegam para serem cumpridas para ontem. Isso não é pertinente sobretudo num ano letivo com meses de muito trabalho, muita luta e muita emoção", acrescentou.

Sobre a realização de provas de aferição 'online', Filinto Lima defendeu que no 2.º ano de escolaridade esse modelo é "prematuro".

"Acreditamos que é prematuro os nossos alunos [do 2.º ano] realizarem estas provas recorrendo ao digital. É uma altura em que estão a aprender as primeiras letras e estão a aperfeiçoar a sua caligrafia e era bom que usassem o papel e a esferográfica", concluiu.

Este ano, mais de 250 mil alunos do 2.º, 5.º e 8.º anos de escolaridade vão realizar as provas em formato digital, o que significa instalar a aplicação para a realização das provas em 250 mil equipamentos.

Os professores de informática alertaram na sexta-feira para as dificuldades de conseguir instalar em tempo útil no computador de todos os alunos a aplicação necessária para a realização das provas de aferição digitais.

"Dois dias úteis" foi o tempo dado às escolas para pôr em prática o "manual de instruções" para a realização das provas de aferição em formato digital, denunciou a Associação Nacional de Professores de Informática (ANPRI).

O Plano de Recuperação e Resiliência tem 12 milhões de euros para pôr em marcha o projeto que definiu que em 2025 todas as provas e exames nacionais serão digitais.

As provas de aferição começaram no início do mês, com os alunos do 2.º ano a mostrarem as suas competências a Educação Artística e Educação Física, mas só na próxima semana arranca a "época" das provas digitais, com a prova do 8.º ano de TIC.

Em 24 de maio os alunos do 8.º ano realizam a "componente de Observação e Comunicação Cientifica da prova de Ciências Naturais e Físico Química" e em 2 de junho os alunos do 5.º ano fazem a prova de Português.

Seguem-se as provas de Ciências Naturais e Físico Química (8.º ano), História e Geografia de Portugal (5.º ano) e Matemática (8.º ano).

Em 15 de junho, será a vez dos alunos do 2.º ano realizarem a prova de Português e Estudo do Meio e em 20 de junho Matemática e Estudo do Meio.

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