Origem do surto de 'legionella' está a ser investigada.
A Águas do Alto Minho e a Águas do Norte garantiram esta quarta-feira a qualidade da água para consumo humano no sistema público nas freguesias de Vila Praia de Âncora, Moledo e Vilarelho, em Caminha, afetadas por 'legionella'.
"No que concerne ao sistema de abastecimento de água de consumo humano e qualidade da água distribuída, tanto a Águas do Alto Minho, responsável pelo sistema em baixa - redes de distribuição -, como a Águas do Norte, entidade gestora do sistema em alta - captação, tratamento e reservatórios -, têm implementados rigorosos sistemas de monitorização e controlo da qualidade da água, nas componentes que constituem o sistema de abastecimento de água até à entrada das redes prediais dos clientes", referem as empresas, em comunicado.
As empresas públicas acrescentam que são realizadas "múltiplas análises a diversos parâmetros da qualidade da água, com recurso a laboratórios externos acreditados, parâmetros que incluem a pesquisa e quantificação periódica de bactérias do género 'legionella'".
"(...) Não existem quaisquer registos positivos dos agentes 'legionella' no histórico de resultados, tanto os mais recentes, como no restante ano de 2023. Estes resultados, em conjunto com dos restantes parâmetros monitorizados, e o cuidado tratamento e desinfeção garantem a qualidade e segurança da água distribuída para consumo humano e demais usos domiciliares", reforçam.
A empresa Águas do Alto Minho adianta que, por ser a entidade gestora do sistema de abastecimento de água em baixa, que serve as freguesias de Vila Praia de Âncora, Moledo e Vilarelho no município de Caminha, "está a acompanhar, em colaboração com a autoridade de saúde, a situação de ocorrência de alguns casos positivos de doença dos legionários em residentes das mesmas freguesias, no sentido da identificação da(s) causa(s), controlo e mitigação da(s) mesma(s)".
O delegado de saúde do Alto Minho recomendou esta quarta-feira que idosos de Vila Praia de Âncora se "resguardem" durante as investigações sobre a origem do surto de 'legionella', que já infetou oito pessoas, recusando motivos para alarme.
"Há um surto em Vila Praia de Âncora. As crianças não são a população alvo da patologia. Mas estamos a recomendar que pessoas com mais idade, e com comorbilidades, se resguardem. Pessoas com mais idade e comorbilidades de Vila Praia de Âncora devem ficar em casa", disse o delegado de saúde, Luís Delgado, em conferência de imprensa conjunta com o presidente da Câmara de Caminha.
O responsável explicou que há uma "diluição das suspeitas" relativamente ao foco da infeção, mas disse que a "investigação ambiental" se concentra em Vila Praia de Âncora, freguesia do concelho de Caminha, no distrito de Viana do Castelo, onde residem cinco dos doentes identificados até esta quarta-feira.
Foram também notificados casos de infeção por 'legionella' em residentes nas freguesias de Vilarelho (uma pessoa) e Moledo (duas pessoas), também no concelho de Caminha.
Cinco doentes, com idades entre os 54 e os 97 anos, estão internados no hospital de Viana do Castelo, um deles nos cuidados intensivos.
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