SPMS alegam que a infraestrutura respondeu bem ao apagão que atingiu Portugal e a um simulacro em 2025.
Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) admitiram esta quinta-feira que a falha energética no centro de dados do SNS foi surpreendente, alegando que a infraestrutura respondeu bem ao apagão que atingiu Portugal e a um simulacro em 2025.
Atualmente "a nossa capacidade de reagir a uma falha semelhante é muito maior, até porque esta foi para nós surpreendente porque o sistema tinha sido testado pela realidade aquando do apagão [de abril de 2025] e testado pela SPMS em setembro do ano passado", referiu o presidente da entidade que gere os sistemas de informação e infraestruturas tecnológicas do Serviço Nacional de Saúde na comissão parlamentar de Saúde.
Ouvido por iniciativa do Chega, Luís Goes Pinheiro assegurou que, quando aconteceu a falha energética generalizada em Portugal no final de abril do ano passado, "não houve qualquer problema" no `data center´ localizado no Norte, uma vez que a redundância de energia foi suficiente para garantir que não tenha existido qualquer interrupção no desempenho dos sistemas de informação que servem o setor da saúde.
"Este mesmo `data center´ foi sujeito a um simulacro de corte de energia no dia 06 de setembro de 2025, também com um desempenho espetável e, portanto, sem qualquer perturbação", referiu aos deputados o responsável dos SPMS.
Segundo adiantou, o incidente no centro de dados da saúde ocorreu às 08:45 de 12 de junho, devido a uma quebra de abastecimento de energia externa de "alguns minutos" ao edifício que aloja o único centro de dados da SPMS.
Imediatamente após o retorno da energia os sistemas começaram gradualmente a ser repostos, de acordo com uma sequência preestabelecida, explicou Luís Goes Pinheiro, adiantando que, ainda durante a manhã, surgiu um problema técnico de resolução difícil nas máquinas que alojam alguns sistemas críticos, como a prescrição eletrónica médica e a dispensa de medicamentos, que só foi solucionado ao final do dia.
O presidente dos SPMS reconheceu que, na segunda-feira e terça-feira seguintes, voltaram a surgir perturbações que levaram à paragem de sistemas de prescrição e dispensa de medicamentos durante alguns minutos, mas que foram definitivamente resolvidas.
Na sequência deste incidente, os SPMS avançaram com a realização de uma auditoria externa para identificar todos os problemas ocorridos naquele dia e para permitir a adoção de medidas corretivas que sejam necessárias, para além das já tomadas, disse.
Luís Goes Pinheiro admitiu ainda que a medida mais eficaz será, porém, a entrada em funcionamento até final do ano do segundo centro de dados que está atualmente a ser instalado, num investimento de cerca de 15 milhões de euros.
A nova infraestrutura de Évora permitirá, numa circunstância semelhante a ocorrida em junho deste ano, garantir a continuidade dos sistemas de informação por via da redundância em tempo real, assegurou o responsável dos SPMS.
Reconheceu que este novo `data center´ está projetado desde 2022, mas que se têm verificado atrasos na sua concretização, devido à necessidade de reforçar a infraestrutura do ponto de vista energético.
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