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Ministra do Ambiente apresenta soluções para falta de água em Almada mas fala em 3 semanas para estabilizar o sistema

Maria da Graça Carvalho afirma que a situação de falta de água resultou de um aumento inesperado do consumo. Presidente da Câmara garante que não há nenhuma zona do concelho que tenha estado sem água mais de 24 horas.

09 de julho de 2026 às 16:53
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Ministra do Ambiente apresenta soluções para falta de água em Almada mas fala em 3 semanas para estabilizar o sistema

A Ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, garantiu que a situação de falta de água em Almada resultou de um aumento inesperado do consumo e apresentou, esta quinta-feira, soluções.

"Estivémos a falar sobre as várias soluções a médio prazo de haver uma maior resiliência do sistema. Furos deste género são à volta de 15 a 20 mil euros e o Governo vai fazer tudo para licenciar de imediato. Para a situação ficar completamente reposta estamos a falar de duas ou três semanas", garantiu. 

Em declarações à saída de uma reunião de urgência com a Presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, a ministra explicou que, neste momento, existe um consumo de cerca de 300 litros por dia por habitante, enquanto a média portuguesa é de 180 litros por dia por habitante. Assim, apelou à necessidade de estabilizar o sistema e de toda a população ter a consciência de reduzir os consumos essenciais. 

Segundo a ministra, já foi identificado um novo furo de forma a suprimir a quantidade de água necessária. Este furo encontra-se, de momento, em processo de licenciamento, algo que garante que o governo "vai fazer de tudo" para resolver de forma imediata.

A percentagem de água perdida e não cobrada em Almada atualmente é de 35%, um valor que estará maioritariamente relacionado com o aumento da população que frequenta a Costa da Caparica no período do verão, e ainda a água que sai do sistema que não está a ser contabilizada, avançou a presidente da câmara que prestou também declarações aos jornalistas à saída da reunião. "Haverá certamente puxadas ilegais", afirma. 

Para finalizar, Inês de Medeiros vincou que "não há nenhuma zona do concelho que tenha estado sem água mais de 24 horas" e que a autarquia se encontra a trabalhar na resolução deste problema desde maio, não respondendo a diversas perguntas dos jornalistas. 

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