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Falta de apoio da tutela torna "impossível" gerir Amadora-Sintra

Luísa Ximenes, enfermeira diretora demissionária, declarou ter ficado "estupefacta" ao ouvir o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "dizer que o problema da saúde não se resolvia com demissões"

09 de janeiro de 2026 às 13:08

A enfermeira diretora demissionária da ULS Amadora-Sintra disse esta sexta-feira que devido à falta de apoio da tutela ao Conselho de Administração do hospital Amadora-Sintra "é impossível" este "gerir o que quer que seja".

Em declarações à SIC Notícias, Luísa Ximenes referiu já ter criticado os conselhos de administração do hospital pela "incapacidade (...) de serem competentes", acrescentando: "Depois desta experiência que eu tive com a ausência total de apoio que eu senti por parte da ministra da Saúde, na realidade é impossível gerir o que quer que seja".

A responsável, que apresentou a sua demissão do cargo que tem assento no Conselho de Administração na quinta-feira, declarou ter ficado "estupefacta" ao ouvir o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "dizer que o problema da saúde não se resolvia com demissões, defendendo a líder das demissões", referindo-se à ministra Ana Paula Martins.

Luísa Ximenes precisou que a ministra da Saúde "sujeitou [aquele hospital] a duas administrações" e que "agora vem uma terceira", questionando: "Então resolve-se com demissões ou não se resolve com demissões? É que é o segundo Conselho de Administração que está a ser demitido" no Hospital Amadora-Sintra.

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