Habitantes têm acesso a medicamentos, embora haja farmácias destruídas e sem comunicações.
A Associação Nacional das Farmácias (ANF) garantiu esta segunda-feira que os habitantes das zonas mais afetadas pela depressão Kristin têm acesso a medicamentos, embora haja farmácias destruídas e sem comunicações e localidades com apenas um estabelecimento aberto.
A ANF garantiu esta segunda-feira que se "mantém assegurado o acesso ao medicamento em todo o território nacional" e que nas zonas mais afetadas pela tempestade há 217 farmácias abertas.
"Nos concelhos e localidades mais afetados, incluindo aqueles em situação de calamidade, estão em funcionamento várias farmácias, estando garantida, mesmo nos contextos mais complexos, a existência de pelo menos uma farmácia aberta", acrescentou a associação em resposta à Lusa.
A presidente da associação sublinhou o esforço de muitos farmacêuticos que mantêm os estabelecimentos abertos "em contextos de grande exigência, incluindo unidades com danos físicos nas suas instalações e sem comunicações".
"Muitas farmácias encontram-se abertas a assegurar a dispensa de medicamentos urgentes, apesar de, em alguns casos, não ser possível proceder à respetiva faturação", disse Ema Paulino.
As 217 farmácias em funcionamento situam-se nos concelhos de Alvaiázere, Ferreira do Zêzere, Batalha, Ansião, Mação, Figueiró dos Vinhos, Nazaré, Marinha Grande, Soure, Montemor-o-Velho, Porto de Mós, Torres Novas, Tomar, Alcobaça, Ourém, Caldas da Rainha, Santarém, Castelo Branco, Pombal, Torres Vedras, Figueira da Foz e Leiria.
Face ao dia em que ocorreu a tempestade, na madrugada da passada quarta-feira, há hoje mais 133 farmácias abertas.
A associação sublinha que ainda está por apurar a situação de algumas farmácias que permanecem sem comunicações e recomenda à população que use a linha 1400 para consultar e saber quais as farmácias abertas mais próximas.
"Com o restabelecimento gradual da energia elétrica e a utilização de geradores, encontram-se garantidas as condições de segurança e de conservação dos medicamentos", acrescentou a ANF.
Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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