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Federação dos Médicos diz que Governo reconhece gravidade no SNS e abre porta ao diálogo

Tutela considerou essenciais as propostas sobre internato médico, parentalidade, avaliação e progressão na carreira.

20 de janeiro de 2026 às 19:29

A vice-presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fnam), Joana Bordalo e Sá, afirmou esta terça-feira que o Governo reconheceu que a situação no Serviço Nacional de Saúde (SNS) "é bastante grave", tendo considerado "de fundamentais" as propostas do sindicato.

"Houve um reconhecimento tácito de facto da situação no Serviço Nacional de Saúde e é bastante grave, pela falta de médicos, pela falta de meios, pela falta de infraestruturas, isto de Norte a Sul do país", disse aos jornalistas Joana Bordalo e Sá no final de uma reunião no Ministério da Saúde.

Na reunião, que durou cerca de duas horas, estiveram presentes a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, o secretário de Estado do Gestão da Saúde, Francisco Rocha Gonçalves, e a secretária de Estado da Administração Pública, Marisa Garrido.

De acordo com a dirigente sindical, a tutela considerou ainda essenciais as propostas da Fnam sobre o internato médico, a parentalidade, a avaliação e a progressão na carreira.

"Houve um reconhecimento também de que as propostas que a Fnam traz aqui hoje são fundamentais para trazer mais médicos ao SNS", salientou.

O encontro desta terça-feira serviu sobretudo para definir os primeiros temas a negociar, no qual a Fnam propôs começar pela avaliação e progressão na carreira médica, ponto que considera decisivo.

"É fundamental para que os médicos sintam que têm uma carreira, que evoluem ao longo do tempo e que tenham esse reconhecimento merecido e que isso se traduz em melhoria também salarial", realçou

Outro tema colocado na mesa foi a reintegração dos médicos internos na carreira, medida que, segundo a Fnam, pode melhorar o trabalho diário e incentivar a permanência no SNS após a formação.

À entrada para o Ministério da Saúde, o novo presidente da estrutura sindical, André Gomes, explicou que a Fnam chega à ronda negocial com o Governo "com boas expectativas" em avançar nas propostas para reforçar a carreira médica e proteger o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

André Gomes garantiu que a federação parte para as negociações "com total abertura e total boa-fé".

A próxima reunião está marcada para 5 de fevereiro, sendo que, até lá, a Fnam comprometeu-se a apresentar uma contraproposta sobre o modelo de avaliação, com o objetivo de "dar uma expectativa aos médicos de que há uma carreira e que conseguem progredir".

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