Prémio destaca "a excelência de personalidades, percursos e obras que refletem o humanismo e a experiência cristã no mundo contemporâneo".
O ex-selecionador português de futebol Fernando Santos, campeão europeu em 2016, foi distinguido com o prémio Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes de 2025 pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), anunciou esta terça-feira o organismo da Igreja Católica.
"O júri considerou a autenticidade e o compromisso que sempre nortearam o projeto de vida de Fernando Santos no sentido desse humanismo cristão", pode ler-se no sítio oficial na Internet do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, responsável pela atribuição do galardão desde 2005.
O prémio destaca "a excelência de personalidades, percursos e obras que refletem o humanismo e a experiência cristã no mundo contemporâneo", tendo na anterior edição, em 2023, distinguido a jurista Leonor Beleza, antiga ministra da Saúde e atual presidente da Fundação Champalimaud.
"Fernando Santos é uma referência do desporto português contemporâneo. É alguém que se destacou na vida familiar, no desempenho académico e profissional, como cidadão empenhado na defesa do bem comum e como engenheiro com provas dadas. No domínio desportivo afirmou-se como atleta e como treinador de exceção no futebol", salientou.
A CEP evocou as conquistas do Euro2016 e da Liga das Nações de 2019, "momentos de maior reconhecimento e não antes ultrapassados na longa história do futebol em Portugal", que os lusos arrebataram com Fernando Santos, selecionador nacional de 2014 a 2022 e devoto da Igreja Católica.
"O premiado nasce no seio de uma família cristã, mas cedo se afastou da Igreja. Mais tarde, num momento difícil da sua carreira, reaproximou-se através da sua filha, que então se preparava para o crisma, e de um convite dos amigos para fazer um cursilho de cristandade. O exemplo de Fernando Santos testemunha que a fé vivida com convicção é essencialmente uma forma de estar na vida, transmitida na vivência do quotidiano com naturalidade", assinalou.
Fernando Santos, de 71 anos, tem quase quatro décadas de carreira como treinador e orientou FC Porto - contribuindo para o único pentacampeonato da história do futebol português, em 1998/99 -, Sporting e Benfica, além de outros clubes nacionais e estrangeiros e das seleções de Portugal, Polónia e Azerbaijão, na qual finalizou a sua última experiência em setembro de 2025.
"O júri sublinhou com especial ênfase o facto de, em toda a sua vida e experiência desportiva, Fernando Santos ter sempre salientado a importância fundamental da sua fé de cristão empenhado e a importância da entrega aos outros e da defesa da comunidade e da eminente dignidade da pessoa humana", terminou.
Em edições anteriores, o prémio Árvore da Vida agraciou, entre outras personalidades, o poeta Fernando Echevarría, o cientista Luís Archer, o cineasta Manoel de Oliveira, a classicista Maria Helena da Rocha Pereira, o político e intelectual Adriano Moreira, o arquiteto Nuno Teotónio Pereira, o pedagogo e ex-ministro Roberto Carneiro, a artista plástica Lourdes Castro, o ator e declamador Ruy de Carvalho, o historiador José Mattoso ou o ensaísta Eduardo Lourenço.
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