Até às 18h00 deste sábado estiveram mobilizados 3.163 militares, 362 viaturas, 24 máquinas de engenharia, 67 embarcações e sete meios aéreos.
As Forças Armadas realizaram este sábado 31 intervenções em coberturas de habitações, removeram quatro toneladas de detritos fluviais e fizeram 174 apoios de mobilidade em áreas inundadas, entre outros apoios na operação Intempéries.
Em comunicado, as Forças Armadas (FA) deram conta que até às 18h00 deste sábado estiveram mobilizados 3.163 militares, 362 viaturas, 24 máquinas de engenharia, 67 embarcações e sete meios aéreos.
Entre os apoios e tarefas principais, as FA percorreram 16.554 quilómetros em 96 patrulhas de proximidade, tendo resgatado oito colmeias com um total de 40 mil abelhas, na zona de São Martinho da Árvore, em Coimbra.
Além das 31 intervenções em coberturas de habitações, foram distribuídas 81 refeições e foram disponibilizados 23 banhos quentes.
Foram também removidas quatro toneladas de detritos fluviais e 31 quilómetros de itinerários desobstruídos, além de se terem realizado 174 apoios de mobilidade em áreas inundadas, indicou a mesma nota informativa.
As Forças Armadas realizaram também quatro voos de reconhecimento aéreo das áreas afetadas e transportaram 46 toneladas de carga sobretudo nas regiões de Coimbra e Leiria, contribuindo para normalizar circulação e abastecimentos.
De acordo com a nota, foram também transportadas 55 pessoas, em apoio às populações e às entidades locais, assegurando mobilidade e resposta a necessidades pontuais.
Desde 28 de janeiro já foram resgatadas 283 pessoas, afetadas pelo agravamento das condições meteorológicas, 403 animais resgatados por meios anfíbios e distribuídas 1634 refeições, bem como foram disponibilizadas 616 instalações para banhos .
Segundo o comunicado, foram cedidas/instaladas 434 lonas para coberturas de casa e disponibilizadas 1.860 camas, em 15 unidades militares.
Foram também realizadas 291 ações de apoio a habitações e edifícios públicos reparados, enquanto 5.439 pessoas foram apoiadas em alojamento e alimentação.
Em valores acumulados até este sábado, as Forças Armadas reportam terem estado empenhados um total de 35.264 militares, 4.360 viaturas e 315 máquinas de engenharia, um total de 685 meios anfíbios e 30 missões aéreas, totalizando 68 horas de voo.
De acordo com a nota do Estado-Maior General das Forças Armadas existem 90 apoios com equipamentos Starlink para fornecer comunicações de emergência, 53 satélites em uso e 27 toneladas de material, incluindo bens de primeira necessidade, transportados, por via aérea.
Já por via terrestre, foram transportadas 605 toneladas de material, incluindo bens de primeira necessidade e foram transportadas mais de 11 toneladas de comida para animais, em 34 ações de transporte.
Mais de 82 equipamentos apoiaram as populações e entidades locais, nomeadamente motosserras, gruas, contentores, monta-cargas, tendas, lonas, retroescavadora, pá carregadora, giratória de rodas, entre outros, segundo a nota.
Foram ainda realizadas 1.411 ações de proximidade para apoio à população, 346 apoios de fornecimento de energia com recurso a geradores e 223 quilómetros de infraestruturas elétricas reconhecidas.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15, domingo, para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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