page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Governo dos Açores deteta irregularidades em 139 dos 195 Rendimentos Sociais investigados

Objetivo da fiscalização é garantir uma "maior responsabilização por parte dos beneficiários desta prestação social".

06 de agosto de 2021 às 17:45

O Governo dos Açores concluiu serem irregulares 139 dos 195 processos de beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) alvo de inspeções realizadas até quinta-feira, foi esta sexta-feira anunciado.

"Desde o início da governação e até ao dia 05 de agosto, foram concluídos 195 processos inspetivos a beneficiários do RSI, dos quais 139 foram considerados irregulares", descreve a vice-presidência do Governo Regional, de coligação PSD/CDS-PP/PPM.

Em comunicado, a vice-presidência diz renovar o "compromisso de tornar o RSI uma medida de apoio transitório, devendo constituir-se como um mecanismo que contribui para a promoção da autonomia pessoal e para a integração social e laboral dos seus beneficiários".

Após as inspeções, "algumas das irregularidades levaram à cessação da prestação social e outras levaram à revisão da prestação, alterando-se os respetivos valores", acrescenta.

Por ilha, em São Miguel foram concluídos 89 processos, dos quais 61 considerados irregulares.

"Na Terceira foram concluídos 76 processos, com 56 a serem considerados irregulares. No Pico, foram concluídos 21 processos, com 17 a serem considerados irregulares; e no Faial foram concluídos nove processos, dos quais cinco irregulares", indica-se na nota de imprensa.

As principais irregularidades detetadas "estão relacionadas com a não inscrição ou cessação da inscrição no centro de emprego por parte do titular e/ou elementos maiores do agregado familiar" ou com "a alteração de rendimentos do agregado familiar", bem como com a alteração de elementos do agregado familiar e a não comunicação escrita de alteração de residência.

A vice-presidência do Governo diz que vai continuar "a envidar esforços no sentido de reforçar estas ações de fiscalização, estendendo-as às restantes ilhas do arquipélago".

Pretende-se, assim, garantir uma "maior responsabilização por parte dos beneficiários desta prestação social".

Para o efeito, este departamento governamental "tem promovido as necessárias diligências com vista a reforçar o pessoal afeto a este tipo de processo inspetivo", acrescenta.

De forma a "evitar que esta prestação social possa perpetuar situações de exclusão social, bem como eventuais situações de abuso ou fraude, a vice-presidência do Governo, através do Instituto da Segurança Social, IPRA, mudou o paradigma de atuação que continuará a ser prosseguido, apostando numa fiscalização mais eficaz".

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8