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Greve nos Transportes Urbanos de Faro acaba hoje com adesão nos 80%, revela sindicato

Motoristas reivindicam um aumento do salário base para os 750 euros e a revisão do tempo máximo de descanso não remunerado.

05 de novembro de 2021 às 16:20

Trabalhadores dos transportes urbanos de Faro cumprem esta sexta-feira o último de quatro dias de greve com uma adesão de 80% e apresentaram novo pré-aviso de greve para quatro dias em dezembro, disse fonte sindical.

"Hoje é o último dia, a situação é idêntica, os trabalhadores mantiveram-se em greve com uma adesão de quase 80%, mas não houve ainda evolução e os trabalhadores decidiram, em plenário, marcar greve para 02, 03, 06 e 07 de dezembro", afirmou à agência Lusa o coordenador regional do Algarve do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP), Paulo Afonso.

O representante fez um "balanço positivo" da greve, apesar de "não ter sido possível avançar" nas negociações com a empresa, que no primeiro dia da paralisação refutou que a adesão tenha chegado aos 80%, situando-a nos 57,5%.

Paulo Afonso disse que "neste momento não há nenhuma negociação em curso com a empresa" e "só houve uma proposta de uma associação patronal, mas não respondia às exigências dos trabalhadores" da empresa Próximo (PXM), que assegura os Transportes Urbanos de Faro.

"Os trabalhadores mandataram então o sindicato para fazer o pré-aviso de greve" para dezembro, acrescentou.

O sindicalista lamentou que a empresa ainda não tenha dado qualquer resposta, com prejuízos para os utentes que aguardam nas paragens, deixando apenas como solução o recurso à greve.

Os motoristas reivindicam um aumento do salário base para os 750 euros, a revisão do tempo máximo de descanso não remunerado de três para duas horas e a reposição das escalas de serviço, com apenas duas horas de descanso máximo.

Os trabalhadores também "querem ver integrada no salário a totalidade do subsídio do agente único e não apenas 5% dos 25% da hora normal de trabalho", precisou o sindicalista, esclarecendo que em causa está "um subsídio que os motoristas recebem por compensação pela cobrança de bilhetes, desde que foram extintos os cobradores bilheteiros".

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