Sindicatos dizem que preparação dos professores para a prova pode deixar os alunos sem aulas de inglês.
A greve de professores ao serviço à prova de inglês de Cambridge começa esta terça-feira, ainda que os testes de oralidade, inicialmente previstos para arrancar esta terça-feira tenham sido adiados por uma semana, na sequência de negociações entre ministério e sindicatos.
Em comunicado, a plataforma declarou que o pré-aviso permite que a partir desta terça-feira "os professores que pretendam entrem em greve, não participando em qualquer serviço com esta prova".
Os sindicatos lembram ainda que a preparação dos professores para a prova pode voltar a deixar os alunos sem aulas de inglês, uma vez que há docentes convocados para participar hoje em ações de formação.
A decisão de manter em vigor o pré-aviso de greve a todo o serviço à prova de diagnóstico da responsabilidade do instituto da Universidade de Cambridge foi tomada pela plataforma sindical de professores ao não ter obtido do Governo, numa reunião na passada semana, a garantia de que apenas serão envolvidos docentes que adiram voluntariamente ao serviço à prova.
Ainda na passada semana, o colégio arbitral decidiu, por unanimidade, que não se justificam serviços mínimos na greve relacionada com o teste de Cambridge.
Em comunicado enviado na segunda-feira, os sindicatos declaram que, "caso os professores aceitem participar neste processo - frequentando as formações, realizando os testes de oralidade e classificando as provas - terão as respetivas escolas de os libertar da componente não letiva de estabelecimento ao longo de todo o terceiro período, sendo-lhes ainda atribuídos mais doze dias de dispensa depois de terminadas as aulas", em respeito das condições acordadas entre o Ministério da Educação e Ciência (MEC) e a plataforma sindical.
Sobre os pontos de acordo alcançados nessa reunião - dispensa de componente não letiva de estabelecimento (trabalho fora de contexto de sala de aula) e 12 dias de dispensa após o fim do 3.º período de aulas - a plataforma adiantou ainda que pretende estendê-los a outras situações, que não apenas o serviço à prova de inglês.
Assim, será proposto ao MEC "uma alteração ao regime de dispensas para formação, passando este a contemplar a dispensa de atividade letiva para frequência de ações de formação" e "o reconhecimento de dispensa da componente de estabelecimento, bem como de dias de dispensas no final das aulas, para todos os professores que sejam classificadores de exames e provas finais dos alunos dos anos em que, por força do atual regime de avaliação, estes se realizam".
A plataforma sindical que mantém o pré-aviso de greve é constituída pela Federação Nacional de Professores (Fenprof) e outras seis estruturas representativas dos professores.
Também a Federação Nacional da Educação (FNE) havia anunciado um pré-aviso de greve, que retirou na quarta-feira, após uma reunião no Ministério da Educação em que chegou a um entendimento com a tutela.
As direções das escolas designaram 2.300 professores para classificar a prova de inglês, obrigatória para os alunos do 9.º ano e opcional para os restantes anos.
O pré-aviso de greve abrange o período de 07 de abril a 06 de maio e todo o serviço relacionado com o teste, seja de classificação, vigilância ou ações de formação.
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