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Grupo de 181 enfermeiros vai para tribunal para exigir melhor salário

Vencimentos a partir de 1407,45 euros à espera de orientações superiores.

29 de dezembro de 2018 às 01:30

Um grupo de 181 enfermeiros do Centro Hospitalar Lisboa Central avançou com uma ação conjunta em tribunal para exigir o reposicionamento remuneratório e ver reconhecido os anos de trabalho anteriores a 2009. Ações idênticas irão ser colocadas por outros 300 enfermeiros de vários hospitais públicos. A partir de 14 de janeiro e até 28 de fevereiro regressam as chamadas greves ‘cirúrgicas’.

Grande parte dos enfermeiros que colocaram esta ação mantêm-se até hoje na primeira posição remuneratória da categoria e, por isso, a receber a mínima remuneração possível, que é de 1201,48 euros.

Na ação entregue no Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, muitos dos enfermeiros - do centro hospitalar que integra os hospitais de São José, Maternidade Alfredo da Costa e Santa Marta - defendem a colocação na 2ª posição da grelha remuneratória, com 1407,45 euros.

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, confirmou que será "testemunha nestes processos que abrangem cerca de 400 enfermeiros". E lembrou que esta "é uma questão que afeta cerca de 12 mil profissionais com contratos individuais de trabalho com hospitais do Estado".

"Desastrosa", é a forma como a presidente da Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros, Lúcia Leite, considera que a ministra da Saúde, Marta Temido, está a conduzir o processo: "Os hospitais, embora sejam todos públicos, adotam soluções diferentes." Para o advogado Rogério Alves, que representa os 181 enfermeiros de Lisboa, "é absurdo que os mesmos profissionais em diferentes centros hospitalares tenham situações diferentes".

A presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central, Ana Escoval, avançou, entretanto, que aguarda "orientações superiores" para realizar "as atualizações de acordo com a lei".

CDS ataca Governo por falta de vagas para anestesistas

A líder do CDS-PP lançou esta sexta-feira duras críticas ao Governo. "Não se pode reter profissionais se não se abrirem vagas", disse Assunção Cristas, após reunir com a administração da Maternidade Alfredo da Costa, onde faltaram anestesistas no Natal. Cristas recusou comentar os valores que são pagos a estes médicos, tal como Ana Escoval, a presidente do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central.

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