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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Requisição civil contra protestos dos Enfermeiros

Ministra da Saúde diz que equaciona todas as fórmulas.

26 de dezembro de 2018 às 08:26

Perante a marcação de mais greves por parte dos enfermeiros já para janeiro, o Governo poderá recorrer à requisição civil.

A ministra da Saúde, Marta Temido, disse na segunda-feira, numa visita ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), que vai equacionar "todas as fórmulas" para garantir que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) não fique refém de reivindicações profissionais.

"Procurámos, num esforço absolutamente titânico, encontrar caminhos que permitissem aproximarmo-nos. Se isso não for possível, há outras fórmulas", afirmou.

E sobre se a requisição civil seria uma fórmula, a ministra disse que se referia a "todos os instrumentos que, num Estado de Direito, permitem que todos os cidadãos não fiquem reféns de reivindicações profissionais que, por muito legítimas que possam ser, não podem capturar o próprio Estado".

Ao CM, Nuno Couceiro do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) disse que o recurso à requisição civil "só pode ser feito mediante um argumento forte e as greves têm os serviços mínimos garantidos".

No dia 3 de janeiro os sindicatos voltam a reunir com a equipa negocial dos ministérios da Saúde e das Finanças.

Hoje, a Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE) publica o pré-aviso de uma nova greve, com início às 8 horas de 7 de janeiro e fim a 20 de fevereiro, nos centros hospitalares do Porto, Entre o Douro e Vouga, Gaia/Espinho, Tondela/Viseu, São João e os hospitais Garcia de Orta e Braga.

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