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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

“Há doentes que podem ficar sem transporte”

Duarte Caldeira, Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, falou ao 'CM' sobre a revisão do protocolo de transporte de doentes.

15 de junho de 2009 às 00:30

Correio da Manhã – A Liga deu um mês ao Governo para responder à revisão do protocolo de transporte de doentes. O que poderá acontecer?

Duarte Caldeira – Se o Ministério da Saúde insistir em nada fazer para resolver o problema, dentro de um mês há doentes de certas zonas do País que não vão ter ambulâncias para os transportar.

– Porquê? Os bombeiros vão fazer algum protesto?

– Não, nós não fazemos greve. Algumas corporações vão ficar impossibilitados de se reestruturarem e vão perder capacidade de resposta aos apelos dos doentes devido a dificuldades financeiras.

– Vai haver bom senso par se resolver o problema?

– Eu quero acreditar que sim. É bom que os responsáveis reconheçam, com humildade, que os bombeiros têm sido maltratados.

– Quais são as principais divergências entre os bombeiros e o Ministério da Saúde?

– O actual protocolo tem 25 anos. Está desadequado e obsoleto para a realidade em que vivemos.

– Querem o aumento do valor pago por quilómetro – é de 40 cêntimos e pretendem 60...

– Não é só o problema do preço. Há, por exemplo, falta de organização hospitalar que obriga à retenção de macas e ambulâncias.

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