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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Hospital de Ponta Delgada abre processo de averiguações para apurar causas do incêndio

Presidente da unidade de saúde assegura que o quadro elétrico tinha as vistorias em dia.

08 de maio de 2024 às 19:13

O hospital de Ponta Delgada, nos Açores, abriu um processo de averiguações para apurar as causas do incêndio que deflagrou no sábado, mas a presidente da unidade de saúde assegurou que o quadro elétrico tinha as vistorias em dia.

"No dia 6 de maio, em reunião extraordinária do conselho de administração, foi aberto um processo averiguações para efetivamente apurarem-se as causas da origem do incêndio", afirmou a presidente do Hospital Divino Espírito Santo (HDES), Manuela Gomes de Menezes.

O incêndio no hospital de Ponta Delgada, que deflagrou pelas 09h40 locais de sábado (10h40 em Lisboa) e só foi declarado extinto às 16h11, obrigou à transferência de todos os doentes que estavam internados.

Na altura do incêndio estavam no estabelecimento de saúde 333 doentes e foi necessário proceder à transferência de 240.

Numa declaração sem direito a perguntas dos jornalistas, a presidente do conselho de administração do maior hospital açoriano assegurou que o quadro elétrico, onde o incêndio terá tido início, tinha as vistorias em dia.

"As últimas duas vistorias que foram realizadas ao quadro elétrico geral/central do Divino Espírito Santo foram feitas em novembro de 2023 e março de 2024. Isso significa que as vistorias estavam em dia", salientou.

Manuela Gomes de Menezes adiantou ainda que estão a "decorrer trabalhos tendo em vista a reposição dos sistemas" e que a prioridade após o incêndio ter sido declarado extinto foi "restabelecer alguma energia elétrica" para apoiar a evacuação dos doentes.

Segundo a responsável, o HDES tem atualmente nove geradores a funcionar que "não têm capacidade, de todo, para manter" a unidade em "pleno funcionamento".

"Está a ser montada uma solução mais robusta ao nível de energia elétrica que permitirá fazer ensaios que vão permitir identificar a extensão dos danos", acrescentou.

A presidente do hospital destacou também que a fuligem do incêndio "comprometeu a qualidade da água" e que o fumo afetou "todas as zonas técnicas de controlo do ar".

Ainda segundo Manuela Gomes de Menezes, a administração conta ter no "final da próxima semana parte da rede de águas operacional", tendo a central telefónica do HDES já sido reativada.

O conselho de administração adiantou igualmente que pretende fazer atualizações semanais da situação.

O Governo dos Açores declarou no domingo a situação de calamidade pública devido ao incêndio para "acelerar procedimentos" que permitam normalizar num "curto espaço de tempo", a atividade da maior unidade de saúde açoriana.

Não foi ainda divulgada uma contabilização dos estragos do fogo.

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