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Correio da Manhã

Sociedade
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Hospital de São João no Porto começou a fazer testes rápidos de diagnóstico ao coronavírus

Resultado das análises moleculares rápidos demoram cerca de 50 minutos.
Lusa 22 de Abril de 2020 às 12:51
Hospital São João, no Porto
Hospital São João, no Porto FOTO: Paulo Duarte
O Hospital de São João, no Porto, começou a fazer testes moleculares rápidos (cerca de 50 minutos) de diagnóstico à infeção por covid-19, num esquema de "disponibilidade limitada" e por prioridades definidas, revelou hoje aquela instituição de saúde.

O Serviço de Patologia Clínica do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) começou na terça-feira a realizar testes "de biologia molecular para o diagnóstico da infeção pelo SARS-CoV-2, que possuem um tempo de execução significativamente mais rápido" do que "o teste clássico", estando em causa "cerca de 50 minutos, a acrescer ao tempo de colheita, transporte, processamento da amostra e validação do resultado", explica-se em comunicado.

Este teste rápido vai ser usado nos doentes dos serviços de urgência (adultos, pediatria ou obstetrícia/ginecologia) que "necessitem de procedimento urgente" ou que tenham "suspeita de infeção" por covid e "critérios de internamento", bem como, quando se justifique a "doentes internados em que surja a suspeita" de infeção pelo novo coronavírus.

"A disponibilidade destes testes e´ de momento limitada, pelo que importa, neste contexto, definir prioridades para o seu uso", justifica o CHUSJ.

Foram definidas como "situac¸o~es em que sera´ utilizado o teste molecular ra´pido de diagno´stico" os casos de doentes do Servic¸o de Urge^ncia "a necessitar de procedimento urgente (potencialmente gerador de aerossol) em que seja clinicamente aceita´vel aguardar o tempo expecta´vel de realizac¸a~o do teste".

Exemplos disso são, de acordo com o CHUSJ, casos de "cirurgia com anestesia geral ou loco-regional, endoscopia digestiva, broncofibroscopia, mulher em trabalho de parto, entre outros".

"Em situações em que na~o seja possi´vel esperar pelo resultado do teste, o procedimento sera´ realizado com EPI [Equipamento de Proteção Individual] adequado ao risco cli´nico, de acordo com as recomendac¸o~es da UPCIRA [Unidade Prevenção e Controlo da Infeção e Resistência aos Antimicrobianos]", acrescenta o CHUSJ.

No caso dos testes rápidos usados para diagnosticar doentes do Serviço de Urgência (adultos, pediatria, obstetri´cia/ginecologia) "com suspeita de infec¸a~o por SARS-CoV-2 e crite´rios de internamento", o hospital explica que "a intenção é "evitar o internamento em coorte [grupo de pessoas] de suspeitos (medicina intensiva ou enfermaria)".

A intenção é "evitar o internamento em coorte [grupo de pessoas] de suspeitos (medicina intensiva ou enfermaria)".

Os rastreios "rápidos" vão também ser aplicados a doentes internados "em que surja a suspeita de covid-19" e se "justifique a realizac¸a~o de teste diagno´stico de forma a minimizar o tempo de isolamento de contacto e de goti´cula" num "ambiente onde se encontram doentes sem infec¸a~o por SARS-CoV-2".

De acordo com o CHUSJ, nestes testes, "a colheita da amostra com zaragatoa e´ realizada nos mesmos moldes que para o teste clássico".

Portugal regista 762 mortos associados à covid-19 em 21.379 casos confirmados de infeção, segundo o boletim de terça-feira da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Relativamente ao dia anterior, há mais 27 mortos (+2,5%) e mais 516 casos de infeção (+3,7%).

Das pessoas infetadas, 1.172 estão hospitalizadas, das quais 213 em unidades de cuidados intensivos, e o número de doentes curados aumentou 50,3%, de 610 para 917.

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