Barra Cofina

Correio da Manhã

Sociedade

Hospital Garcia de Orta desmente despedimentos de enfermeiros

Unidade refere que tem um quadro de 937 enfermeiros, dos quais "apenas 24 profissionais com contratos a termo certo ou incerto.
28 de Maio de 2018 às 16:59
Hospital Garcia de Orta, em Almada
Hospital Garcia de Orta, em Almada
Hospital Garcia de Orta, em Almada
Hospital Garcia de Orta, em Almada
Hospital Garcia de Orta, em Almada
Hospital Garcia de Orta, em Almada
O Hospital Garcia de Orta (HGO) negou esta segunda-feira que estejam previstos despedimentos de enfermeiros na unidade de saúde, salientando que se trata de contratos que chegam ao fim.

"O HGO não está a realizar 'despedimentos' de enfermeiros. O que tem vindo a ocorrer, e que pode dar origem às observações do Sindicato dos Enfermeiros, é o término de contratos de trabalho a termo resolutivo incerto, em substituição de trabalhador ausente por motivo de parentalidade, celebrados ao abrigo do previsto no Código do Trabalho (CT)", esclareceu, numa nota, o hospital.

O Garcia de Orta referiu que tem um quadro de 937 enfermeiros, dos quais "apenas 24 profissionais com contratos a termo certo ou incerto (2,6%), o que contraria e desmente as afirmações que o sindicato fez à comunicação social".

A unidade de saúde referiu que os enfermeiros contratados para fazer a substituição têm sido notificados da cessação dos seus contratos "com o regresso ao serviço do trabalhador ausente".

O hospital salientou ainda que ainda na semana passada foi autorizado a contratar mais sete enfermeiros e que aguarda, "a todo o momento, a decisão final sobre mais contratações, que só dependem da evolução do processo burocrático das mesmas".

Uma dezena de enfermeiros concentrou-se hoje em frente ao hospital Garcia de Orta, em Almada, distrito de Setúbal, em protesto contra o despedimento de 20 destes profissionais e o encerramento de camas naquela unidade de saúde.

"A questão é que são absolutamente necessários no hospital. A própria administração, além destes que cá estão - e serão despedidos cerca de 20 - já solicitou a contratação de mais 48, portanto ficam a faltar perto de 70 enfermeiros neste hospital", explicou à Lusa Zuraima Prado, dirigente nacional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

Segundo o sindicato, os enfermeiros em causa fazem parte de contratos de substituição ou foram contratados no âmbito do plano de contingência da gripe e serão dispensados devido ao regresso de colegas que substituíam.

"É uma gestão que não compreendemos, porque alguns dos enfermeiros não vão voltar, porque muitos deles estão a substituir enfermeiros que não estão naqueles serviços. Alguns deles vão embora agora, mas os enfermeiros que estão a substituir só voltarão em setembro, por exemplo", acrescentou.

Segundo Zuraima Prado, o Garcia de Orta já teve perto de 800 enfermeiros, mas tem agora menos, sendo necessários mais cerca de 70 só para suprir a alteração de horário para as 35 horas.

Nos últimos três dias foram recolhidas mais de 300 assinaturas de enfermeiros contra o despedimento de colegas e a exigirem a contratação de mais enfermeiros, que serão entregues à administração do hospital.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)