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ICAD lança programa de tratamento de dependência de videojogos no Porto

Centro Especializado de Prevenção vai funcionar no antigo hospital de Matosinhos onde atualmente já funciona o Centro de Respostas Integradas Porto Ocidental do ICAD.

28 de junho de 2026 às 09:41

O Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD) abre segunda-feira, em Matosinhos, e integrado numa unidade já existente, um programa de tratamento de dependência de videojogos, sobretudo dirigido a jovens.

"Os jovens serão referenciados pelos médicos de família ou por referenciação interna do ICAD", disse à agência Lusa a presidente do ICAD, Joana Teixeira.

A responsável falava à agência Lusa a propósito da abertura, a 18 de junho em Lisboa, da primeira unidade pública especializada no tratamento da dependência do jogo a dinheiro, uma resposta ao aumento da procura de apoio, que mais do que duplicou desde 2023.

O Centro Especializado de Prevenção (CEP) vai funcionar no antigo hospital de Matosinhos, na Rua Alfredo Cunha, onde atualmente já funciona o Centro de Respostas Integradas (CRI) Porto Ocidental do ICAD.

Segundo a psiquiatra, estas dependências estão frequentemente associadas a outras perturbações psiquiátricas, embora com perfis diferentes: no jogo a dinheiro são mais comuns casos de depressão e ideação suicida, enquanto nos videojogos predominam ansiedade e perturbações do humor, sobretudo entre adolescentes.

"Há uma grande comorbilidade com patologia psiquiátrica", afirmou.

A responsável reforçou que, apesar da aposta na prevenção, a prioridade atual passa por dar resposta aos casos que já chegam aos serviços: "Temos que dar já uma resposta imediata para quem nos procura".

À Lusa, a presidente do ICAD avançou que o novo programa de tratamento de dependência de videojogos do Porto poderá vir a ser alargado a Lisboa.

Já num resumo enviado à Lusa, o ICAD refere que, no Porto, o programa de tratamento para as utilizações problemáticas de videojogos, "ao contrário da faixa etária do jogo a dinheiro" não terá limitação de idade para tratar o doente".

"[Isto porque] a maior parte dos utilizadores problemáticos são jovens que frequentam o 3.º ciclo e o ensino secundário", termina.

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