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Correio da Manhã

Sociedade
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Infarmed alerta para ilegalidade de produtos para disfunção erétil

Segundo nota do Infarmed, produtos contêm substâncias que só podem ser usadas em medicamentos.
Lusa 20 de Fevereiro de 2019 às 07:13
Comprimidos
Medicamentos
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A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) alertou para a existência de três produtos para disfunção erétil que contêm substâncias que só podem ser utilizadas em fármacos e sem autorização de venda em Portugal.

Segundo uma nota do Infarmed, os produtos, que foram detetados na Alfândega, contêm substâncias que só podem ser usadas em medicamentos e a sua utilização é proibida em Portugal.

Na nota disponível esta quarta-feira na página da Internet da Autoridade do Medicamento, o Infarmed alerta para a ilegalidade do produto Hapenis, em cápsulas, que contém substâncias destinadas ao tratamento da disfunção erétil.

Após análise no laboratório do Infarmed, verificou-se que o produto contém a substância ativa nortadalafil, um análogo da substância ativa tadalafil, que se destina à melhoria do desempenho sexual.

A Autoridade do Medicamento salienta que não está garantida a qualidade, segurança e eficácia do produto, pelo que a sua utilização é proibida em Portugal.

De acordo com o Infarmed, foram também detetados na Alfândega os produtos Yohimbe extract, solução oral, e Venom Dragon Pharma, em pó, que contêm substâncias destinadas ao tratamento da disfunção erétil.

O Infarmed informa ainda que foi detetado na Alfândega o produto DHEA Hormone Balance Swanson, em cápsulas, que contém uma substância com atividade hormonal.

Após análise no laboratório do Infarmed, foi detetada no produto a substância ativa prasterona (dihidroepiandrosterona - DHEA), que se converte no organismo em hormonas sexuais (estrogénios e androgénios).

"Os produtos têm, provavelmente, origem em vendas através da Internet, não tendo sido detetados no circuito legal de venda de medicamentos (por exemplo, farmácias)", é referido.

Na nota, o Infarmed alerta as entidades que dispõem destes produtos que não os podem "vender, dispensar ou administrar" e que devem comunicar de imediato com a autoridade do medicamento.

"Os utentes que disponham destes produtos não os devem utilizar, devendo entregar as embalagens em causa na farmácia para posterior destruição, através da Valormed", adianta o Infarmed.

Os produtos foram detetados na Alfândega, no âmbito do protocolo de colaboração entre o Infarmed e a Autoridade Tributária e Aduaneira, destinado ao combate à falsificação de medicamentos.
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