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Especialistas criticam pressa do BE em criar legislação.
A classe médica está dividida na discussão sobre a eutanásia e morte assistida. Uns são contra, outros admitem-na só após referendo e outros defendem a criação de uma lei sem qualquer consulta.
"Devemos apostar mais nos cuidados paliativos dos doentes", afirma Isabel Galriça Neto, deputada do CDS-PP e médica especialista em cuidados paliativos, criticando a urgência do Bloco de Esquerda em querer legislar a eutanásia: "Não se entende, até porque o tema não constava sequer no programa eleitoral."
A especialista falava num debate promovido quarta-feira na Ordem dos Médicos, no qual também participou Rui Nunes, presidente da Associação Portuguesa de Bioética: "É necessário um debate profundo precedido de referendo."
Jorge Espírito Santo, oncologista, favorável à eutanásia, considera que se deve dar resposta aos doentes que sofrem: "Como se mede o sofrimento insuportável? E quando não podemos ajudar mais, o que dizemos?"
Já José Manuel Pureza, deputado do BE, nega urgência em legislar o tema, mas sublinha que o debate público deve ter "consequências". Ao CM, José Manuel Silva, bastonário da Ordem dos Médicos, explica que a aprovação de uma lei da eutanásia "não obriga a alterar o Código Deontológico".
O debate foi agendado na sequência do manifesto ‘Direito a morrer com dignidade’, subscrito, entre outros, por João Semedo, Paula Teixeira da Cruz e pelo diretor-geral da Saúde, Francisco George.
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