page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Leiria vai reparar coberturas de pavilhões e estádio danificados pelo mau tempo por 3,8 milhões de euros

Reparação do estáfio municipal deverá custar 2,7 milhões de euros mais IVA, e os pavilhões desportivos cerca de 1,1 milhões.

04 de maio de 2026 às 15:57

A Câmara de Leiria aprovou, esta segunda-feira, a abertura dos procedimentos para reparar a cobertura de sete pavilhões desportivos e do estádio municipal, danificados devido ao mau tempo, num investimento global de cerca de 3,8 milhões de euros.

Na reunião do executivo municipal, descentralizada na freguesia da Caranguejeira, a autarquia, de maioria socialista, aprovou, com a abstenção do PSD e do Chega, a abertura do procedimento de ajuste direto para reparar a cobertura do Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, pelo preço base na ordem dos 2,7 milhões de euros mais IVA, com um prazo de execução de 180 dias.

Foi também aprovada, com a abstenção do PSD e do Chega, a abertura do procedimento, igualmente por ajuste direto, para a reparação de coberturas de sete pavilhões desportivos municipais, com um preço proposto de cerca de 1,1 milhões de euros acrescidos de IVA, empreitada para concretizar em 167 dias.

Em causa estão os pavilhões desportivos de Colmeias, Arrabal, Maceira, Souto da Carpalhosa, Pousos, Escola Secundária Afonso Lopes Vieira e Clube da Escola Ténis de Leiria.

"Estes são aqueles [pavilhões] que são os prioritários, aqueles que têm maior nível de intervenção, mas há um conjunto de mais de dez outras coberturas de pavilhões e de instalações desportivas que também terão que ser intervencionadas", explicou à agência Lusa o vereador Carlos Palheira, que tem o pelouro do desporto.

Carlos Palheira justificou o ajuste direto, através de consulta a cinco empresas, por se tratar de uma situação de emergência.

"Está a chover e, neste momento, o problema não é só na cobertura, mas também passa para o resto das instalações. Basta ver, por exemplo, que podemos estar a danificar pisos, instalações técnicas", entre outros espaços, declarou o autarca.

Em 20 de fevereiro, o presidente da Câmara, Gonçalo Lopes, anunciou que a recuperação do Estádio Municipal de Leiria, onde em 10 de junho decorre o jogo de solidariedade da seleção nacional de futebol, tem um custo de quatro milhões de euros.

Esta segunda-feira, o vereador do PSD Nuno Serrano confrontou o executivo com este valor e o pagamento do seguro, defendeu que deveria haver informação técnica relativa às intervenções propostas e questionou a razão de se fazer já esta obra quando "há outros equipamentos também importantes".

Por seu turno, Luís Paulo Fernandes (Chega) reiterou "preocupação com a contratação pública", recomendando que o município "faça bem e tenha garantias de que vai correr bem", sendo que "as empresas têm de garantir os prazos e os valores".

Carlos Palheira esclareceu que o montante de cerca de quatro milhões é "para um conjunto de intervenções", incluindo a cobertura, cadeiras ou equipamentos desportivos, adiantando que o valor que o município está a reclamar do seguro "é bem acima".

O vereador salientou que se os trabalhos da cobertura não avançarem "corre-se o risco de se entrar novamente numa época de novas chuvas e os trabalhos poderão custar muito mais".

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal, seis das quais no concelho de Leiria, entre o final de janeiro e o início de março na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metades das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, sobretudo nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos superiores a cinco mil milhões de euros.

O Governo recebeu, entretanto, cerca de 35.900 candidaturas para apoios à reconstrução de habitações e a Estrutura de Missão designada para a recuperação estimou entre 35 mil e 40 mil o número de empresas com danos nas zonas mais atingidas.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8