Governante disse que esses abrigos poderão ser ativados sempre que a situação climatérica o justifique, para acolher pessoas mais vulneráreis às temperaturas altas previstas para os próximos dias.
A Câmara de Lisboa preparou o Pavilhão Casal Vistoso, no Areeiro, e o Pavilhão Manuel Castelo Branco, em São Vicente, para funcionarem, em caso de necessidade, como abrigos temporários para a população mais vulnerável face à onda de calor.
Estes dois pavilhões estão preparados para abrir em resposta à previsão de tempo quente, mas só abrem se se revelar mesmo necessário, estando a operacionalização destes espaços a ser feita em estreita articulação com a Direção-Geral da Saúde, informou à agência Lusa fonte da Câmara Municipal de Lisboa (CML), presidida por Carlos Moedas (PSD).
A medida surge após a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, ter anunciado esta quarta-feira, numa conferência de imprensa sobre o plano da saúde para as ondas de calor, que os municípios estavam a identificar locais de abrigo temporário climatizados.
A governante disse que esses abrigos poderão ser ativados sempre que a situação climatérica o justifique, para acolher pessoas mais vulneráreis às temperaturas altas previstas para os próximos dias.
Além desses dois pavilhões, três estações do Metropolitano de Lisboa, nomeadamente Oriente, Rossio e Santa Apolónia, vão estar abertas fora do horário de funcionamento, a partir desta quarta-feira, "para garantir áreas mais frescas durante a noite para a população em situação de sem-abrigo".
Em condições normais, o Metropolitano está aberto das 06:30 à 01:00, todos os dias, incluindo fins de semana e feriados.
De acordo com a CML, estas medidas foram decididas como resposta à previsão de tempo quente, em que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu aviso vermelho para o distrito de Lisboa, a partir de quinta-feira e até pelo menos sexta-feira, período em que se prevê persistência de valores muito elevados de temperaturas máxima e mínima.
O aviso vermelho é o mais grave e surge numa altura em que se preveem que as máximas podem chegar aos 44 graus Celsius (ºC) e as mínimas estejam entre os 24ºC e os 28ºC.
A agência Lusa questionou a CML sobre se será interditado o Parque Florestal de Monsanto, tendo fonte oficial do município afirmado que "para já não".
"A CML está a acompanhar e a monitorizar em contínuo a situação meteorológica, em estreita articulação com os serviços e com as entidades nacionais, e continuará a emitir informações sempre que necessário", adiantou a autarquia.
Em julho de 2022, o Parque Florestal de Monsanto foi interditado depois de o Governo ter decretado situação de alerta de incêndios, que inclui a "proibição do acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais".
Em resposta à Lusa, a CML indicou que quando se preveem condições meteorológicas adversas associadas a tempo quente, com perigo direto para a saúde, risco acrescido para a população mais vulnerável e aumento do perigo de incêndio rural, são implementadas várias medidas, através do Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC), desde a elevação do grau de prontidão e resposta operacional da Polícia Municipal e do Regimento de Sapadores Bombeiros ao reforço de informação e sensibilização aos concessionários e utentes do Parque Florestal de Monsanto.
Relativamente a refúgios climáticos na cidade, a autarquia realçou a disponibilização de jardins, parques, espaços verdes e equipamentos culturais, "onde é possível encontrar ambientes mais frescos e confortáveis", apontando como exemplos o Parque Florestal de Monsanto e o Parque Urbano Gonçalo Ribeiro Telles, assim como a Biblioteca do Palácio Galveias, o MUDE - Museu do Design e o Cinema São Jorge.
"A utilização destes espaços contribui para uma vivência mais segura dos períodos de calor intenso, promovendo simultaneamente o contacto com a natureza, a valorização do património verde da cidade e a adoção de comportamentos mais resilientes face aos desafios climáticos", indicou a autarquia.
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