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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Livro de Eduardo Barroso recorda 45 anos de cirurgias

Médico cirurgião realizou mais de 2 mil transplantes. "Sobreviver" assinala reforma do SNS.

29 de novembro de 2018 às 08:38

Mais de 2 mil transplantes depois, o médico cirurgião Eduardo Barroso despediu-se do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

"Sobrevivi", confessa no livro de memórias lançado no mês em que se reforma do SNS por se estar a aproximar o seu 70º aniversário, o limite de idade previsto por lei: uma súmula "que não pode ser lida como um romance, por não ter princípio, meio e fim" de 45 anos de carreira pública em que se notabilizou à frente do Centro Hepato-Bilio-Pancreático e de Transplantação do Hospital Curry Cabral.

"Numa altura em que abandono o SNS, o maior prazer é saber que deixamos no terreno quem tenha a possibilidade de fazer melhor do que nós", revelou, durante a apresentação da obra ‘Sobreviver’ no auditório da Fundação Champalimaud, instituição privada onde continuará a atividade.

Num discurso emocionado, notou a relação franca que tem com quem trata. "Digo e sinto que um sorriso, um gesto ou uma carícia vale quase tanto como a precisão do bisturi".

A cerimónia contou com a presença e discurso do Presidente da República - e amigo pessoal - Marcelo Rebelo de Sousa.

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