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Madeira pede medidas para assegurar abastecimento de gás natural durante greve no terminal de Sines

Trabalhadores da REN Atlântico, responsáveis pela operação do terminal de GNL de Sines, vão cumprir uma greve entre 23 e 25 de agosto.

21 de agosto de 2026 às 11:03

O Governo da Madeira pediu ao Governo da República a adoção de medidas para assegurar o abastecimento de gás natural à região autónoma durante a greve dos trabalhadores da REN Atlântico, convocada para o período entre domingo e terça-feira.

O pedido foi feito pelo secretário regional da Economia da Madeira, José Manuel Rodrigues, em carta enviada na quinta-feira à ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, informou esta sexta-feira o gabinete do governante madeirense.

José Manuel Rodrigues alertou a ministra para "os eventuais impactos da paralisação dos trabalhadores responsáveis pela operação do terminal de gás natural liquefeito (GNL) de Sines no fornecimento à Madeira", lê-se no documento.

O governante madeirense destacou que o gás natural é "essencial ao funcionamento da Central Térmica da Vitória (CTV3)", unidade que, segundo a tutela regional da Economia, representa cerca de "35% da capacidade de produção de energia de fonte térmica na região".

Segundo José Manuel Rodrigues, "qualquer perturbação" no abastecimento durante o período de greve pode comprometer a capacidade de produção da central e ter consequências na "segurança e fiabilidade do fornecimento de eletricidade à população e às atividades económicas da Madeira".

O secretário regional pede ao Ministério do Ambiente e Energia "a implementação e requisição dos serviços mínimos" considerados indispensáveis à manutenção do fornecimento de gás natural à região entre 23 e 25 de agosto.

Também sustenta que "o abastecimento deve ser tratado como um serviço essencial, invocando a necessidade de preservar a continuidade, estabilidade e segurança do sistema elétrico madeirense, bem como o princípio da continuidade territorial".

Os trabalhadores da REN Atlântico, responsáveis pela operação do terminal de GNL de Sines, vão cumprir uma greve entre 23 e 25 de agosto, exigindo um regime de pré-reforma que compense o desgaste associado ao trabalho por turnos.

A paralisação foi convocada pelo SITE Sul e pela Fiequimetal e integra um processo reivindicativo que, de acordo com a estrutura sindical, decorre desde 2012.

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