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Correio da Manhã

Sociedade
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Arranca ano letivo "mais tardio do século"

Escolas públicas recebem 1,2 milhões de alunos este ano.
21 de Setembro de 2015 às 06:31
Regresso às aulas realizou-se durante esta semana
Regresso às aulas realizou-se durante esta semana FOTO: Vítor Mota

A maioria dos alunos do ensino público começa esta segunda-feira as aulas sem registo de grandes problemas no arranque do ano letivo considerado pela Federação Nacional de Professores como o "mais tardio do século XXI".

Este ano, as aulas podiam começar entre os dias 15 e 21 de setembro, mas a grande maioria dos diretores escolares optou pelo último dia para garantir que já teria todos os professores colocados.

"São casos excecionais os que começaram as aulas a 15 de setembro. Depois da experiência do ano passado, os diretores tinham medo que as coisas corressem mal outra vez e, para não correr riscos, optaram por marcar para os últimos dias", explicou à Lusa Filinto Lima, vice-presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

No ano passado, os atrasos na colocação de docentes fizeram com que milhares de alunos ficassem mais de um mês sem professores. Este ano, esses casos são pontais, segundo uma ronda feita pela Lusa a várias escolas do país.

Mais de um milhão de alunos nas escolas
Este ano, 5.878 estabelecimentos de ensino da rede pública vão receber cerca de um milhão e duzentos mil alunos, segundo os dados mais recentes do Ministério da Educação e Ciência (MEC).

O novo ano fica marcado pela obrigatoriedade do inglês no 3.º ano de escolaridade, que será dado por docentes daquela disciplina a quem o MEC já garantiu que irá pagar as deslocações nos casos em tenham de dar aulas a várias escolas que ficam distantes entre si.

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) vai divulgar esta segunda-feira um levantamento que fez junto dos estabelecimentos de ensino para tentar perceber a situação que se vive nas escolas.

Fenprof diz que este é o início mais tardio do século XXI
Para a Fenprof, a opção pelo último dia resulta da "desconfiança que têm da equipa ministerial e da sua capacidade para, antes dessa data, garantir as condições adequadas a uma normal abertura das atividades letivas".

"Assim, teremos a abertura de ano letivo mais tardia do século XXI, cujas datas de recomeço das aulas se situavam, até agora, entre 10 (2001/2002) e 17 de setembro (2007/2008). A esta abertura tardia não será alheia a realização de eleições, ficando apenas 10 dias úteis entre o recomeço das aulas e o ato eleitoral", sublinha a Fenprof em comunicado enviado para as redações.
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