Transformação digital e a cibersegurança surgem também no top três das prioridades de investimento para os próximos 12 meses.
Profissionais de vários setores de atividade em Portugal colocam a inteligência artificial (IA) no topo das prioridades de investimento para os próximos 12 meses, segundo um inquérito promovido pela consultora QSP.
A inteligência artificial (com 43,1% de votos), a tecnologia e a transformação digital (34,1%) e a cibersegurança (26,2%) são as três grandes prioridades de investimento identificadas por 290 profissionais que participaram no estudo "Leading the Future Economy", produzido pela consultora QSP -- Marketing Management & Research.
Este estudo analisa as principais tendências, riscos e prioridades que deverão marcar a economia e as empresas nos próximos anos e será tema de debate no QSP Summit, um evento dedicado à gestão, 'marketing' e estratégia empresarial, que quer reunir no verão 3.500 participantes no Porto e em Matosinhos.
"Quase metade dos profissionais identifica a IA como principal prioridade de investimento para os próximos 12 meses, mas apenas uma em cada cinco organizações afirma já ter regras claras e formalizadas para a sua utilização", lê-se no estudo.
Quando questionados se a empresa para a qual trabalham já tem regras ou orientações claras para o uso de ferramentas de IA, apenas 21,2% respondem que as regras estão "bem definidas e formalizadas". Quase 25% dos inquiridos reconhecem que a sua empresa tem apenas regras "informais" e outros 30,5% referem que essas regras estão ainda "em desenvolvimento". Cada participante podia escolher mais do que uma opção de resposta.
"Os resultados [do inquérito] mostram um desfasamento entre a velocidade de adoção da IA e a capacidade das organizações para criarem políticas internas, prepararem equipas e integrarem estas ferramentas de forma consistente. A transformação tecnológica está a avançar mais depressa do que a adaptação das próprias organizações", afirma Rosa Carvalho, Market Research & Project Lead da QSP e responsável pelo estudo.
As principais barreiras identificadas à adoção de ferramentas de IA são a resistência à mudança (33,1%), a falta de conhecimento interno (31%), respostas que surgem à frente das preocupações da privacidade e segurança (26,6%) e dos custos (24,1%).
Neste estudo, os 290 profissionais participantes -- sobretudo quadros médios e superiores -- revelam que as empresas para as quais trabalham usam ferramentas de IA sobretudo para análise de dados e 'reporting' (36,6%), para 'marketing' e comunicação (36,2%) e ainda para tratar de temas relacionados com criatividade e criação de conteúdos (29,7%).
"Para 32,8% dos participantes, a IA irá sobretudo transformar funções existentes, enquanto 24,7% antecipam a eliminação de postos de trabalho", destaca ainda o estudo realizado pela QSP.
A 19.ª edição do QSP Summit arranca em 30 de junho, no Porto, e prolonga-se pelos dias 01 e 02 de julho, na Exponor em Matosinhos. A edição deste ano vai contar com a presença do economista Nouriel Roubini que será cabeça de cartaz.
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