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Mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo são obesas

Taxas de obesidade mais do que duplicaram nos adultos e quadruplicaram entre as crianças e adolescentes, nos últimos 30 anos.

01 de março de 2024 às 00:00

Uma em cada oito pessoas em todo o mundo são consideradas obesas. De facto, a obesidade é tão prevalente que se tornou mais comum do que a falta de peso na maioria dos países, incluindo aqueles que anteriormente se debatiam com a subnutrição da população. As conclusões são de um novo estudo feito em parceria entre a Organização Mundial de Saúde e um grupo internacional de investigadores, citado pela Reuters, e baseiam-se em dados de mais de 220 milhões de pessoas em mais de 190 países.

"Um número impressionante de pessoas está a viver com obesidade", afirmou Majid Ezzati, autor sénior do estudo publicado na revista The Lancet, esta quinta-feira. E, embora as taxas de obesidade estejam a estabilizar em muitos dos países mais ricos, estão a aumentar rapidamente noutros, acrescentou.

As taxas de obesidade nos adultos mais do que duplicaram entre 1990 e 2022 e mais do que quadruplicaram entre as crianças e os adolescentes com idades compreendidas entre os 5 e os 19 anos, afirma o estudo. Durante o mesmo período, a proporção de raparigas, rapazes e adultos considerados abaixo do peso diminuiu um quinto, um terço e metade, respetivamente.

A obesidade está associada a um risco acrescido de numerosos problemas de saúde graves ou até o risco de morte prematura e de incapacidade, dada a ligação com o aparecimento precoce de diabetes, doenças cardíacas e renais, entre outros.

O Diretor-Geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a aplicação de medidas como impostos sobre produtos com elevado teor de açúcar e a promoção de refeições escolares saudáveis são necessárias para ajudar a combater as taxas de obesidade.

O estudo apresenta algumas limitações, incluindo a falta de dados posteriores à pandemia de Covid-19 e a utilização do índice de massa corporal (IMC) para determinar a obesidade, descrito como uma medida "imperfeita" pelos investigadores.

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