Presidente da República sublinhou que "não se trata apenas da vida e saúde das pessoas, é também da economia, do desemprego, da abertura das aulas, do futuro das pessoas".
O Presidente da República considerou este sábado ser "muito importante" ir para além das cerca de 79 mil doses de vacinas administradas na região, por via do envio de mais, tal como reivindicado pelo presidente do Governo dos Açores.
"É muito importante, eu ouvi a mensagem, já tinha ouvido do senhor presidente do Governo Regional e ouvi-a apoiada por todas as bancadas, como é importante ir para além das 79 mil [doses] que já existem, aumentando o número de vacinados", disse Marcelo Rebelo de Sousa.
O chefe de Estado falava aos jornalistas, à sua chegada a Ponta Delgada, no âmbito da sua visita relâmpago aos Açores, quando questionado sobre iria bater-se por uma discriminação positiva no envio de vacinas para os Açores.
Questionado sobre se vai interceder junto do Governo da República para aumentar o número de vacinas para a região, o Presidente da República declarou: "naturalmente recebi essa mensagem e serei portador dela porque acho muito importante que o esforço que está a ser feito aqui tenha sucesso, até a pensar no futuro".
O Presidente da República sublinhou que "não se trata apenas da vida e saúde das pessoas, é também da economia, do desemprego, da abertura das aulas, do futuro das pessoas".
O presidente do Governo dos Açores pediu, em março, à Comissária da Saúde e Segurança dos Alimentos, Stella Kyriakides, uma "intervenção direta" junto da Comissão Europeia na disponibilização de vacinas em número que permitam a imunização dos açorianos.
"Faço-o na qualidade de presidente do Governo dos Açores e, por esta via, de primeiro responsável pelos destinos dos cidadãos europeus que aqui vivem. É que, conforme terá seguramente presente, os Açores, bem como as demais regiões ultraperiféricas, são espaços particularmente vulneráveis a fenómenos de âmbito global pelas características que nos enformam e que encontram tradução concreta no conceito da ultraperiferia, muito bem plasmado no artigo 349 do Tratado de Funcionamento da União Europeia", escreveu o líder do executivo açoriano na missiva.
O vice-presidente do executivo dos Açores, Artur Lima, também defendeu que o Governo da República invocasse o acordo bilateral com o Estados Unidos para obter o fornecimento de vacinas aos açorianos contra a covid-19, estando neste momento a desenvolver contatos com políticos norte-americanos de origem açoriana para assegurar mais vacinas.
Desde 31 de dezembro de 2020 e até 29 de abril, foram administradas nos Açores 79.589 doses de vacina contra a covid-19, correspondentes a 56.419 pessoas com 15 ou mais anos com a primeira dose (27,85% da taxa de cobertura) e 23.170 pessoas com ambas as doses (11,44% de taxa de cobertura), no âmbito do Plano Regional de Vacinação.
Marcelo Rebelo de Sousa disse, entretanto, na Horta, que quer regressar ao arquipélago em setembro, durante alguns dias, para "demonstrar como é bom fazer turismo" nas ilhas.
"Recebi um convite, muito simpático, do senhor presidente da Assembleia, para aqui vir aos 45 anos da autonomia, no dia 4 de setembro, e cá virei. E espero vir uns dias mais cedo, para demonstrar como é bom fazer turismo nos Açores", realçou o chefe de Estado, em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião com o presidente do parlamento dos Açores, Luís Garcia, na Horta.
O chefe de Estado desloca-se ainda hoje para o arquipélago da Madeira, para a segunda parte da sua deslocação às regiões autónomas portuguesas.
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