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Marcelo recorda a "independência, coragem, determinação e humor" de Mário Mesquita

Jornalista e professor universitário, natural de Ponta Delgada, morreu esta sexta-feira aos 72 anos.

27 de maio de 2022 às 19:44

O Presidente da República lamentou esta sexta-feira a morte do fundador do PS, jornalista e professor universitário Mário Mesquita, a quem prestou homenagem, recordando "a independência, a coragem, a determinação e o humor" como suas características marcantes.

"Ninguém que tenha vivido a política e o jornalismo portugueses do último meio século ignora o percurso e a personalidade de Mário Mesquita", considera Marcelo Rebelo de Sousa, numa mensagem publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.

Mário Mesquita, natural de Ponta Delgada, morreu esta sexta-feira aos 72 anos.

Na sua mensagem de condolências, o chefe de Estado destaca o seu percurso político antes e depois do 25 de Abril de 1974: "Oposicionista ao antigo regime, pertenceu à CDE, foi fundador do PS e, já em democracia, foi meu colega na [Assembleia] Constituinte e deputado".

Por outro lado, Marcelo Rebelo de Sousa assinala que Mário Mesquita, "jornalista, foi diretor do Diário de Notícias e do Diário de Lisboa, professor de jornalismo e membro da Entidade Reguladora para a Comunicação Social" -- da qual era vice-presidente.

"E quem, como eu, conviveu com Mário Mesquita conhece também, ou conhece por maioria de razão, características suas a que não deixava de atribuir um certo cunho 'açoriano', ou não fosse micaelense: a independência, a coragem, a determinação e o humor", refere.

"Presto-lhe a minha homenagem e envio à sua família sentidas condolências", acrescenta o Presidente da República.

Licenciado em Comunicação Social pela Universidade Católica de Lovaina, Mário Mesquita foi diretor do Diário de Notícias e do Diário de Lisboa, tendo trabalhado ainda nos jornais República e Público.

Natural de Ponta Delgada, esteve ligado à oposição democrática desde a sua juventude, apoiando a CDE dos Açores em 1969 e 1973 e estando sempre próximo de figuras socialistas como Jaime Gama e Carlos César.

Esteve depois entre os fundadores do PS, em abril de 1973, na República Federal Alemã, e após o 25 de Abril de 1974 foi deputado à Assembleia Constituinte, entre 1975 e 1976.

Na primeira legislatura, voltou a ser eleito deputado pelos socialistas, mas afastou-se do PS em 1978.

Como professor universitário, entre outros estabelecimentos de ensino, deu aulas na Escola Superior de Comunicação Social em Lisboa.

Em 1981, foi agraciado com o grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, general Ramalho Eanes.

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