Hoje é o dia da Marinha, assinalado pelo segundo ano consecutivo apenas com cerimónias virtuais devido à pandemia.
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A Marinha definiu como uma das suas prioridades de futuro aumentar o número de militares que ficam nas suas fileiras, "diminuindo o número de saídas de pessoas", afirmou esta quinta-feira o Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA).
Hoje é o dia da Marinha, assinalado pelo segundo ano consecutivo apenas com cerimónias virtuais devido à pandemia de covid-19, e o chefe do ramo, almirante António Mendes Calado, assinala a data com uma mensagem através das redes sociais, Facebook, Twitter, Instagram e do Youtube.
Mendes Calado recordou que recentemente aprovou a revisão de 2021 da diretiva estratégica da Marinha, com "orientações e objetivos estratégicos", que define "três prioridades para o futuro" e a primeira relaciona-se com a falta de pessoal, um problema que há anos atinge as Forças Armadas.
A primeira prioridade "é o aumento da capacidade de retenção" do ramo, "diminuindo o número de saídas de pessoal" pois, quando alguém "abandona as fileiras, a Marinha fica mais pobre", disse, na mensagem distribuída pelas redes sociais.
"Para tal, importa reforçar as condições para que as pessoas se sintam plenamente realizadas, motivadas e recompensadas para continuarem a servir Portugal na Marinha", afirmou, o almirante Mendes Calado, sem avançar de que maneira vai fazê-lo.
A segunda prioridade é "a recuperação dos padrões de prontidão operacional", de meios, aumentando "a disponibilidade" dos "navios e do reforço do treino, de forma a potenciar os níveis de desempenho e de segurança".
A terceira prioridade passa por consolidar a "inovação da Marinha, para melhor enfrentar o quadro atual de contínua aceleração da mudança", no "ambiente de segurança e defesa".
O chefe da Marinha destaca ainda a entrada ao serviço, até ao final do ano, dos meios que foram modernizados, "em particular a fragata Bartolomeu Dias e os helicópteros Lynx Mk-95ª", a par do processo de compra de mais três navios de patrulha oceânica e da "procura de soluções" para substituir o navio abastecedor, Berio.
António Mendes Calado saudou todos os militares do ramo, nas suas mais variadas missões, "em terra e no mar", e elogiou a sua participação no "esforço nacional de combate à pandemia, em especial no reforço da capacidade médica e no apoio logístico ao Hospital das Forças Armadas".
A todos os militares, o chefe da Marinha pede que unam "esforços" para "enfrentar o futuro com confiança renovada, aliada à competência, à determinação e ao brio marinheiro".
Pelo segundo ano consecutivo, devido à situação epidemiológica do país, o Dia da Marinha - assinala a data em que Vasco da Gama chegou a Calecute, na Índia, em 20 de maio de 1498 -- é apenas celebrado virtualmente, sem cerimónias militares.
Durante o dia de hoje, será possível visitar gratuitamente o Museu de Marinha, o Planetário Calouste Gulbenkian, a Fragata D. Fernando II e Glória e o Aquário Vasco da Gama, estando ainda disponíveis, nas redes sociais, 'workshops' de cozinha, visitas ao Navio Escola Sagres e à Fragata Vasco da Gama e um concerto da banda da Armada.
De 21 a 23 de maio, será organizada uma regata virtual, que já tem a inscrição de participantes nacionais e estrangeiros, segundo informações disponibilizadas pelo ramo.
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