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Milhares já viram a mão da Rainha Santa que só volta ser exposta em 2016

A mão da Rainha Santa Isabel, exposta, até 9 de Julho, no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra, já foi vista, este ano, por "vários milhares de pessoas", disse o presidente da Confraria da Rainha Santa Isabel (CRSI).


4 de Julho de 2012 às 14:55
A mão da Rainha Santa Isabel, estará exposta, até 9 de Julho, no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra
A mão da Rainha Santa Isabel, estará exposta, até 9 de Julho, no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra FOTO: Ricardo Almeida/Correio da Manhã

A mão incorrupta da padroeira de Coimbra, que esteve exposta, pela última vez, no "ano do Jubileu de 2000", só "deverá voltar a ser mostrada em 2016", quando for aberto, de novo, o túmulo, para assinalar os "500 anos da sua beatificação", adiantou António Rebelo.

Embora não existam "dados rigorosos" sobre a quantidade de pessoas que, oriundas de "todos os pontos do país", já se deslocaram ao túmulo da Rainha Santa (na igreja com o seu nome, no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova), "vários milhares de pessoas", assegurou aquele responsável, sem se mostrar surpreendido: "está de acordo com o previsto".

A mão de Isabel de Aragão "atrai sempre milhares de devotos" e é provável que o seu número "continue a aumentar de dia para dia", prevê António Rebelo, salientando que "muitas pessoas só sabem que a mão está exposta à medida que a comunicação social vai divulgando".

Por "devoção" ou "simples curiosidade", algumas centenas de pessoas aguardavam, ao final da manhã, para entrar na igreja e ir até junto do túmulo da Rainha Santa.

Abílio Oliveira era um desses peregrinos, essencialmente por ter "curiosidade em ver a mão da santa", mas também por "alguma devoção", confessa, revelando que tinha saído, ao início da manhã, num dos três autocarros que hoje viajaram de Torres Novas, numa excursão organizada para o efeito.

De Vila Nova de Poiares deslocou-se até Coimbra Isabel Lucas, mas em meio de transporte próprio e exclusivamente por "uma grande, grande devoção à Rainha Santa", salientou.

Isabel Lucas é uma "grande admiradora" da padroeira de Coimbra - sobretudo "pela atenção que ela dava aos mais pobres" -- e tem participado, "desde sempre, em todas as procissões". Nunca viu, no entanto, a mão da Rainha Santa, mas vai ver este ano, afirma, enquanto espera para entrar na igreja.

"Não gosto muito de santos, mas a Rainha Santa é diferente, muito diferente", garante Carlos Freitas, 68 anos, também a aguardar para ver, pela segunda vez, a mão de Isabel de Aragão -"a primeira vez que a vi tinha 18 anos, lembro-me perfeitamente, vim cá com a minha mãe".

Ao amplo pátio do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, no alto do Monte da Esperança, na margem esquerda do Mondego, continuam a afluir pessoas, mas, à entrada, as três vendedoras de rosas que ali se instalaram "muito antes das oito horas da manhã" vendem "muitos menos" que nos anos anteriores. Às 11 horas, uma delas não tinha "vendido 30 rosas", garante.

"A mão da Rainha Santa Isabel é posta a descoberto apenas em ocasiões especiais, geralmente efemérides da Igreja ou relacionadas" com a sua vida e "este ano celebra-se o quarto centenário da primeira abertura do túmulo". Foi por essa ocasião, recorda António Rebelo, "que se verificou que o corpo de Isabel de Aragão "não apresentava sinais de corrupção".

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