Número de casos detetados no Hospital Francisco Xavier subiu para 30.
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O Ministério Público disse hoje que está a "recolher elementos" sobre o surto de infeção com a bactéria 'legionella' no hospital São Francisco Xavier, que provocou dois mortos, garantindo que vai averiguar "qualquer indício de crime".
"O Ministério Público encontra-se a recolher elementos, sendo que não deixará de investigar qualquer indício de crime de que tenha conhecimento", refere a resposta, por escrito, enviada à agência Lusa.
O surto de infeção com a bactéria 'legionella' no hospital São Francisco Xavier provocou dois mortos, um homem de 77 anos e uma mulher de 70 anos, anunciou hoje a Direção-Geral da Saúde.
Em conferência de imprensa, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, adiantou que a mulher estava internada na unidade de cuidados intensivos do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e o homem nos cuidados intensivos de uma unidade de saúde privada.
O balanço das pessoas infetadas com a bactéria 'legionella' subiu para 30, encontrando-se 27 internados, três dos quais nos cuidados intensivos do Hospital São Francisco Xavier, onde foi detetada a infeção.
Graça Freitas disse que o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge está a realizar análises, que vão demorar tempo a produzir resultados para detetar a origem do surto, admitindo a responsável que poderá estar nas torres de refrigeração ou no sistema de águas do hospital.
O ministro da Saúde deu duas semanas à Direção-Geral de Saúde e ao Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) para que "habilitem o Governo com um relatório detalhado, que seja do conhecimento público", para apurar a forma como as coisas correram.
Centro Hospitalar rejeita falta de investimentos como causa do surto
"O Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental esclarece que mantém um contrato de concessão de exploração da unidade de cogeração para fornecimento de energia térmica ao hospital São Francisco Xavier com uma empresa especializada e certificada", refere, num comunicado enviado à agência Lusa.
A administração salienta que o contrato estabelece a "responsabilidade da empresa e as condições em que essa deve ser executada".
"Incluiu toda a manutenção preventiva e corretiva, bem como quaisquer outros encargos que resultem necessários ao bom funcionamento dessa unidade", refere, vincando que "não existe, pois, nenhuma relação entre a situação ocorrida e a capacidade de financiamento e investimentos no Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental EPE".
Bombeiros preocupados com surto em hospital
Marta Soares referiu que os bombeiros, para além de transportarem milhares de pessoas por dia para os hospitais e centros de saúde, também passam muitas horas no interior dos hospitais.
"Não tenho conhecimento de nenhum bombeiro que tenha sido infetado, mas é uma situação preocupante e vamos estar atentos ao evoluir desta situação. Transportamos milhares por dia, temos todos os cuidados, mas os bombeiros também passam muitas horas no interior dos hospitais", declarou à agência Lusa.
O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses deixou em aberto a possibilidade de discutir o assunto com a Direção-Geral de Saúde, apesar de salientar que é importante, nesta altura, "não causar alarme".
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