Número de casos detetados no Hospital Francisco Xavier subiu para 29.
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Duas pessoas morreram, esta segunda-feira, de legionella, em Lisboa. As vítimas são dois doentes que estavam internados, um homem de 77 anos e uma mulher de 70 anos, anunciou esta segunda-feira a Direção-Geral da Saúde.
O número de casos de doença dos legionários detetados no Hospital Francisco Xavier, desde o dia 31 de outubro, desceu para 24, que foram "confirmados laboratorialmente", informou este esta segunda-feira o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Em conferência de imprensa, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, adiantou que a mulher estava internada na unidade de cuidados intensivos do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e o homem nos cuidados intensivos de uma unidade de saúde privada.
A diretora-geral de Saúde, Graça Freitas, voltou a dar como fonte provável de contaminação o Hospital Francisco Xavier, em Lisboa.
Graça Freitas garantiu ainda que estão a ser feitas "vistorias exaustivas ao hospital", para tentar perceber as causas da infeção.
Estão internadas no total 26 pessoas, três delas nos Cuidados Intensivos.
"A maioria dos doentes tem mais de 70 anos e são doentes de facto de risco porque são pessoas com múltiplas patologias, e patologias muito graves", referiu Graça Freitas.
A diretora-geral de Saúde admitiu ainda esta segunda-feira, na conferência de imprensa onde revelou as vítimas mortais, que há "uma taxa de mortalidade elevada nestas situações".
Origem do foco de infeção ainda não está esclarecida
Origem do foco de infeção ainda não está esclarecidaA diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, admitiu esta segunda-feira que ainda não está esclarecida a origem do foco de infeção com a bactéria 'Legionella pneumophila' no hospital São Francisco Xavier que já provocou dois mortos.
"É prematuro dizer qual é o ponto de infeção", disse Graça Freitas em conferência de imprensa, insistindo em que não é ainda possível identificar uma origem específica da contaminação.
A diretora-geral da Saúde disse que os 29 casos diagnosticados até agora, na sua maioria idosos, eram tanto doentes que estavam a ser assistidos no hospital como acompanhantes que estiveram na zona das urgências e terão sido infetados pela bactéria "em vários locais diferentes", inclusivamente no exterior do edifício, o que, admitiu Graça Freitas, "pode ser compatível com as torres de refrigeração (de ar condicionado)" como fonte de contaminação.
As informações iniciais sobre o surto de infeção com 'legionella' apontavam a canalização de água do hospital como origem da contaminação.
Graça Freitas disse hoje que logo que foi detetada a infeção "fez-se um tratamento de choque para interromper a contaminação".
As medidas tomadas incluíram "choque térmico, choque químico, purga nas águas e fecho das torres de refrigeração".
Marcelo reage às mortes em Lisboa
Em Mira, à margem de uma visita às zonas do concelho afetadas pelos incêndios que deflagraram em 15 de outubro, Marcelo Rebelo de Sousa garantiu "acompanhar as preocupações do senhor ministro da Saúde relativamente ao surto" de 'legionella'.
"Primeiro é preciso apurar o que se passou", reforçou o chefe do Estado, acrescentado que, de seguida, é preciso "garantir a expectativa de não haver multiplicação de casos".
O chefe do Estado elogiou "a atuação rápida" dos serviços de saúde "na tentativa de conter a multiplicação dos riscos de contaminação", uma tarefa dificultada pelo número de casos e pela quantidade elevada de pessoas que podem ter estado em contacto com o foco de infeção.
"É preciso saber o que se passou", reforçou Marcelo Rebelo de Sousa, que disse estar alinhado com as preocupações que têm vindo a ser expressas pelo ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, que admitiu no domingo que "alguma coisa correu mal" no caso do surto de 'legionella' no Hospital São Francisco Xavier, apesar de terem sido seguidas as melhores práticas clínicas.
PSD quer resposta e "medidas urgentes" do ministro da Saúde
"Nós temos uma reunião marcada para amanhã [terça-feira] com a administração do centro hospitalar. Com estes desenvolvimentos dramáticos, o desassossego que existe é muito maior", afirmou o vice-presidente da bancada do PSD Miguel Santos, em declarações à Lusa, depois de ter sido anunciado que duas pessoas morreram.
O deputado do PSD exigiu do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, que "não vai haver mais desenvolvimentos nefastos e dramáticos", considerando que é insatisfatória a resposta do titular da pasta de que está um inquérito a decorrer e só haverá uma resposta dentro de duas semanas.
"Esta situação obriga à tomada de medidas urgentes e a uma posição por parte do ministro de Saúde que tranquilize as pessoas e que dê garantias que, quando a pessoa se dirige a um estabelecimento do Serviço Nacional de Saúde, que está diretamente sob a tutela do governo, os cidadãos têm de ter a confiança de que vão para serem tratados e de que tudo correrá bem", defendeu.
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