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Fortes explosões ouvidas na capital da Venezuela após ameaças dos EUA

Explosões acontecem depois de Donald Trump colocar a hipótese de ataques terrestres contra a Venezuela e afirmar que os dias do homólogo venezuelano estavam contados.

03 de janeiro de 2026 às 07:00

Fortes explosões, com sons semelhantes a aeronaves a sobrevoar Caracas, ocorreram este sábado por volta das 02:00 (06:00 em Lisboa) na capital da Venezuela, referiu um jornalista da agência de notícias France-Presse. A zona sul da cidade está sem eletricidade, de acordo com relatos de moradores. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, já veio reagir aos ataques, acusando os EUA e declarando o estado de emergência no país.

O presidente dos EUA, Donald Trump, terá ordenado ataques contra alvos da Venezuela durante esta madrugada, incluindo militares, numa ofensiva contra o regime de Nicolás Maduro, de acordo com fontes do governo norte-americano em declarações à CBS. A Casa Branca ainda não veio prestar qualquer declaração oficial. 

Os sons das explosões continuaram a ser ouvidos por volta das 02:15 (06:15 em Lisboa). É possível ver-se algumas das explosões em vídeos publicados por moradores nas redes sociais. 

As explosões acontecem depois do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que enviou um destacamento militar sem precedentes para as águas das Caraíbas, colocar a hipótese de ataques terrestres contra a Venezuela e afirmar que os dias do homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, estavam contados.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, referiu na passada quinta-feira que os EUA queriam reforçar uma mudança de governo no país para conseguirem obter acesso às reservas de petróleo. 

Maduro afirmou que a abordagem do governo Trump deixa "claro" que os EUA "buscam impor-se" à Venezuela por meio de "ameaças, intimidação e força". 

As forças armadas dos EUA têm vindo a atacar desde o início de setembro embarcações no Mar do Caribe e no leste do Oceano Pacífico. Até sexta-feira, o número de ataques a embarcações confirmados era de 35 e o número de mortos era de pelo menos 115, segundo dados divulgados pelo governo de Donald Trump. O presidente norte-americano justificou os ataques como uma escalada necessária para combater o narcotráfico.

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