Escolha o Correio da Manhã como "Fonte Preferida"
Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.
Ana Paula Martins disse não entender as razões para os dados serem publicados com anos de atraso quando existem informações atualizadas.
A ministra da Saúde manifestou esta sexta-feira perplexidade com os atrasos de anos na divulgação do Registo Oncológico Nacional, realçando a sua importância para avaliar o sistema de saúde e perceber se há diferenças regionais no tratamento do cancro.
Na sua intervenção na sessão comemorativa do 85.º aniversário da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), Ana Paula Martins disse não entender as razões para os dados serem publicados com anos de atraso quando existem informações atualizadas.
"Não compreendo muito bem porque é que isto acontece, mas há de haver razões para isso e temos que tentar perceber para poder ajudar aqueles que têm responsabilidades nos registos oncológicos de fazer de maneira diferente, porque eu acredito que há de haver várias razões e nós temos que intervir nelas", declarou.
Ana Paula Martins sublinhou que os registos oncológicos são essenciais para acompanhar a evolução da doença, perceber se há diferenças na forma como os doentes são tratados em várias regiões do país e se as taxas de mortalidade são diferentes e, no caso de serem, perceber as razões.
Os dados são também fundamentais para avaliar a efetividade das inovações terapêuticas e para perceber onde estão a ser investidos os recursos e de que forma se pode investir melhor, acrescentou.
"Se nós criámos os registos foi porque precisávamos deles", vincou, assumindo que é preciso "fazer alguma coisa" para ultrapassar esta situação.
"Realmente, quem governa tem uma responsabilidade enorme sobre esta matéria. Pelo menos de perguntar, porque é que estamos com sete anos de atraso na publicação dos dados quando temos dados mais atualizados", disse a governante.
E rematou: "A questão é porque é que não fazemos a translação para a publicação, até para que todos possamos conhecê-los, as famílias, os cidadãos, todos".
A ministra da Saúde assumiu ainda o compromisso de acompanhar o tema, afirmando que, "com tantas testemunhas", espera não voltar a ter a mesma "perplexidade" dentro de alguns meses e "avançar um bocadinho mais".
Na mesma intervenção, a governante destacou os progressos registados na área da oncologia em Portugal, referindo que, segundo dados da OCDE publicados em 2025, o país apresenta taxas de mortalidade evitável cerca de 17% abaixo da média europeia.
Atribuiu estes resultados "ao trabalho extraordinário" dos profissionais de saúde e à capacidade de resposta do sistema, que conta com "hospitais e institutos de referência que prestam cuidados de elevadíssima qualidade clínica, apoiados por equipas multidisciplinares muitíssimo qualificadas".
Durante a sessão, defendeu ainda que o tratamento do cancro deve ir além da dimensão clínica, defendendo a necessidade de garantir apoio psicológico, reduzir o isolamento dos doentes e assegurar cuidados com dignidade e proximidade.
Ana Paula Martina destacou o papel da LPCC na prevenção, na literacia em saúde, no apoio social e psicológico, bem como na investigação e no voluntariado, considerando a instituição "uma referência incontornável da sociedade portuguesa".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.