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Não houve dificuldade na ativação dos meios no caso de homem que morreu em Abrantes, diz o INEM

Um homem de 45 anos morreu na quinta-feira, em Abrantes, depois de esperar mais de 20 minutos pelos meios de socorro.

23 de janeiro de 2026 às 19:48

O INEM afirmou esta sexta-feira que não se verificaram dificuldades na ativação e disponibilidade de meios no caso do homem que morreu em Abrantes depois de esperar 20 minutos pelo socorro, após sofrer uma paragem cardiorrespiratória.

"Não se registaram dificuldades na ativação ou disponibilidade de meios" nesta situação, adiantou o instituto à Lusa, salientando que os tempos associados a cada prioridade são metas de referência internacionais que servem de orientação à resposta, "não sendo tempos máximos garantidos".

Neste caso concreto, o INEM referiu que a chamada para o 112 foi atendida pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) às 07:30 de quinta-feira e classificada como prioridade 1, - para casos emergentes, ou seja, os mais graves -, tendo sido acionada uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER) às 07:32, assim como os bombeiros às 07:34.

"Às 07:45 foi comunicada a paragem cardiorrespiratória, mantendo-se o acompanhamento clínico telefónico", referiu o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), adiantando que a VMER chegou ao local às 07:53, um "tempo compatível com a distância à base dos meios", cerca de 18 minutos de percurso até à estação de comboios do Tramagal.

Um homem de 45 anos morreu na quinta-feira, em Abrantes, depois de esperar mais de 20 minutos pelos meios de socorro, que deveriam ter chegado ao local em oito minutos, segundo as prioridades definidas pelo INEM.

Segundo disse à Lusa fonte dos bombeiros de Abrantes, no distrito de Santarém, o caso ocorreu no exterior da estação de comboios e os bombeiros foram acionados pelas 07:34.

O comandante dos bombeiros de Abrantes disse ser impossível, com as atuais estradas, percorrer a distância entre a corporação e a estação de comboios nos oito minutos previstos pelo INEM.

"Quando há trânsito e camiões, como a via dificulta a ultrapassagem, chegamos a demorar 35 a 40 minutos", disse.

Em declarações à Lusa, o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) confirmou que na tarde de quinta-feira houve várias dezenas de ocorrências em espera para ser enviado meio de emergência, chegando a estar mais de 60 em simultâneo, muitas delas com tempos de espera ultrapassados, tendo em conta as prioridades defendidas pelo INEM.

O novo sistema de prioridades do INEM, que entrou em vigor no início do ano, define que uma ocorrência classificada como P1 (emergente), com critério clínico de "risco imediato de vida", deve ter meios de socorro no local em oito minutos, enquanto nos casos P2 (muito urgentes) os meios devem chegar em 18 minutos.

Para os P3 (urgente) a chegada ao local está definida em até 60 minutos e a P4 (pouco urgente) 120 minutos. As ocorrências classificadas como P5 não têm necessidade de envio de meios de emergência e são transferidas para a Linha SNS24. 

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