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Nível do Guadiana desce, mas inundações persistem na vila de Alcoutim

Presidente da Câmara adianta que a estrada entre Laranjeiras e Guerreiros do Rio mantém-se condicionada ao trânsito.

06 de fevereiro de 2026 às 11:10

A parte baixa da vila de Alcoutim, no Algarve, mantém-se inundada, embora o nível da água do rio Guadiana tenha baixado cerca de 30 centímetros, disse esta sexta-feira à Lusa o presidente deste município do distrito de Faro.

Em declarações à agência Lusa, Paulo Jorge Paulino indicou que parte da zona ribeirinha da vila de Alcoutim continua inundada, "sem que estejam previstas alterações significativas imediatas no caudal do rio no dia de hoje".

O autarca explicou que, "sem chuva e mantendo-se as descargas das barragens" nos níveis atuais, não são esperadas grandes alterações no caudal do Guadiana.

"A nossa preocupação reside com os dias de sábado e de domingo, com o impacto das chuvas que se esperam e com as descargas das barragens a montante do concelho", apontou.

O aumento do caudal no rio Guadiana na quarta-feira inundou a parte baixa daquela vila raiana a leste do Algarve, cobrindo parte de um estacionamento e alguns estabelecimentos comerciais, sem que se registassem danos pessoais.

O presidente da Câmara de Alcoutim adiantou que a estrada municipal entre Laranjeiras e Guerreiros do Rio mantém-se alagada e condicionada ao trânsito.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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