page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Nonô deixa lição de vida

“A minha filha nunca disse ‘estou a sofrer’”, lembra o pai da princesa guerreira, Jorge Coutinho.

06 de setembro de 2014 às 09:40

Funeral de Nonô esta sexta-feira

A pior coisa que um pai pode viver é uma doença destas e ainda pior é a perda de um filho ou de uma filha". Foi desta forma que Jorge Coutinho, pai da Nonô, desabafou o que sentia. "O que a Nonô nos deu foi uma lembrança do quão importante a vida é e do quão fácil é viver e que independentemente dos nossos problemas não temos de sofrer", afirmou o pai da menina, acrescentando: "A minha filha nunca disse ‘eu estou a sofrer’. Independentemente dos problemas podemos encará-los com um sorriso nos lábios e foi o que ela fez".

Leonor Coutinho, que lutou 15 meses contra um cancro, esteve em câmara ardente na capela da Agência Funerária Agnus Dei em Alcabideche, Cascais. E foram centenas as pessoas que ontem se quiseram despedir da princesa guerreira, de apenas cinco anos.

Familiares e anónimos prestaram uma homenagem à menina que se tornou num símbolo da luta de centenas de crianças contra o cancro.

"Quem ama não perde. Quem ama continua a amar sempre, porque o amor vive-se e sente-se", disse o pai da menina, com um lenço cor-de-rosa ao pescoço – a cor favorita da Leonor. O cor-de-rosa marcou a cerimónia com amigos e familiares a envergarem roupa dessa cor como forma de homenagem a Nonô.

"Cada um de nós, quando vem à Terra tem uma missão. E esta era a missão da Leonor", disse ainda o pai. "Hoje sou uma pessoa melhor por ter vivido com ela e por continuar a viver, porque ela continua a viver aqui e vai continuar a viver para sempre", acrescentou Jorge Coutinho.

Depois da cerimónia, centenas de pessoas concentraram-se no exterior do edifício e lançaram balões cor-de-rosa para o céu.

Família e amigos despediram-se da menina com um aplauso e abraçaram-se em conjunto ao som da canção que a tia, Lara Afonso, lhe dedicou: ‘Só tu (Leonor)’. Depois, o corpo da criança foi levado para o crematório de Barcarena.

"Ela não gostava de ser vista numa caixa", disse o pai solicitando aos jornalistas que não fotografassem o caixão. "É um pedido da Nonô", justificou. 

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8