page view

Óbidos cria zona de apoio à população afetada pelo mau tempo no Pavilhão Municipal

Município garante que "está a acompanhar a evolução da situação de forma permanente":

05 de fevereiro de 2026 às 19:07

A Câmara de Óbidos ativo, esta quinta-feira, uma Zona de Concentração e Apoio à População (ZCAP), no Pavilhão Municipal que foi preparado para acomodar a população afetada pelas inundações.

"O município de Óbidos está preparado para responder, de forma adequada e atempada, a eventuais necessidades que possam surgir", informou o município do distrito de Leiria, na sequência da criação de uma Zona de Concentração e Apoio à População (ZCAP).

A estrutura está localizada no Pavilhão Municipal que, segundo a autarquia, se encontra "devidamente organizado e equipado, garantindo condições de segurança, conforto e acompanhamento à população, caso venha a ser necessário".

Num comunicado publicado nas redes sociais, o município acrescenta que "está a acompanhar a evolução da situação de forma permanente, responsável e articulada com as entidades competentes".

De acordo com a proteção civil, no concelho de Óbidos, sete pessoas foram deslocadas "por precaução, dados os riscos de haver vítimas do mau tempo" no território que tem várias localidades inundadas e diversas estradas, nacionais e municipais interditadas.

Além da chuva, a situação foi agravada pelo facto de a Barragem do Arnóia ter feito uma descarga, por ter "um mecanismo de segurança que, a partir dos 31,45 metros de altura do nível de água, aciona [uma] abertura automática das suas comportas", explicou à agência Lusa o presidente da Câmara de Óbidos, Filipe Daniel.

Os dois rios que atravessam o concelho (Arnóia e Real) "galgaram as margens, tal como todas as ribeiras", o que resultou na inundação de algumas casas, estradas e de vários hectares de terrenos agrícolas.

Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8