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Obras no IP3 vão durar pelo menos quatro anos

Requalificação de 75 quilómetros vai custar 134 milhões de euros, ou seja, são quase 1,8 milhões por quilómetro.

03 de julho de 2018 às 09:49

Pelo menos durante quatro anos, circular no Itinerário Principal 3 (IP3) entre Coimbra e Viseu vai ser um teste à paciência dos automobilistas. As obras de requalificação do IP3 vão arrancar em 2019 e deverão estar terminadas até ao final de 2022, num investimento de 134 milhões de euros, em 75 quilómetros – cada quilómetro vai custar quase 1,8 milhões de euros. O Governo garante que não vão haver portagens.

A cerimónia de lançamento da empreitada realizou-se, esta segunda-feira, no Alto das Lamas, junto ao nó de Raiva do IP3, em Penacova, um dos muitos pontos críticos da principal via de ligação entre o litoral e os distritos do Interior Centro. "Esta é uma obra que reforça a coesão da região Centro, mas também a competitividade", frisou o primeiro-ministro, António Costa.

A empreitada visa a requalificação do troço entre os nós de Penacova e Lagoa Azul/Ponte do rio Dão, e as obras de duplicação da via nos troços Souselas-Penacova e Lagoa Azul/ /ponte do rio Dão-Viseu. Ou seja, 85% do traçado vai ficar com perfil de autoestrada (duas faixas em cada sentido), sendo que apenas em 3% (pontes) se manterá uma faixa para cada sentido. Nos restantes 12%, haverá pelo menos duas faixas num sentido e uma no sentido contrário.

"O investimento vai melhorar, significativamente, as condições para a região Centro ser mais competitiva e poder criar emprego e fixar população", acredita o chefe do Governo, frisando que o Estado vai ajudar "a salvar vidas". Já o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, recordou que ao longo de vários anos "era até penoso" falar de um investimento "que foi sendo adiado, apesar da sua importância, sobretudo para reduzir os índices de sinistralidade e vítimas mortais". O ministro já referira, anteriormente, que a alternativa à requalificação do IP3 passaria pela "construção de autoestradas com portagens, que onerariam as famílias e as empresas".

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