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Organizações LGBTI+ criticam PSD, Chega e CDS por quererem alterar lei sobre mudança de sexo

Em causa estão as alterações à lei do direito à autodeterminação da identidade de género e expressão de género e à proteção das características sexuais de cada pessoa.

13 de março de 2026 às 18:48

Organizações defensoras dos direitos da comunidade LGBTI+ criticaram esta sexta-feira os projetos de lei do PSD, CDS-PP e Chega sobre mudança de sexo, caracterizando-os como um ataque "aos direitos de pessoas trans e intersexo".

"Estas iniciativas [projetos de lei] representam um retrocesso para todas as pessoas trans e intersexo e um ataque à integridade e autonomia individual e corporal de todas as pessoas", referem cinco organizações em comunicado conjunto enviado esta sexta-feira à Lusa.

Em causa estão as alterações à lei do direito à autodeterminação da identidade de género e expressão de género e à proteção das características sexuais de cada pessoa.

Segundo a nota, os projetos de lei agravam a situação das crianças e dos adolescentes trans que "veem a sua proteção desaparecer, mesmo quando já iniciaram a sua transição social na escola, casa e comunidade".

As organizações indicam que os projetos de lei criam medo, incerteza e degradam o bem-estar emocional e físico de muitas crianças.

As organizações que assinam o comunicado são: a "rede ex aequo - associação de jovens LGBTI e apoiantes", a "ILGA Portugal- Intervenção lésbica, gay, bissexual, trans e intersexo em Portugal", a "AMPLOS-Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual e Identidade de Género", a associação de solidariedade social "Casa Qui" e a Instituição Particular de Solidariedade Social "Opus Diversidades".

Criticam ainda as propostos do Chega e do PSD para a mudança de sexo, que defendem a necessidade de um diagnóstico médico para que se possa mudar de sexo.

Segundo as organizações, este diagnóstico está desatualizado e "implica comprovar quem se é".

Apelam também à realização de uma concentração em frente à Assembleia da República, em Lisboa, na quinta-feira, entre as 15:30 e as 20:30 à hora em que o parlamento deverá debater estes projetos de lei.

O PSD entregou no dia 6 de março um diploma no parlamento para alterar o regime jurídico de mudança de sexo e de nome próprio no registo civil, voltando a introduzir a validação médica.

O Chega pretende "atualizar a regulação do procedimento de mudança de sexo e de nome próprio no registo civil, em particular no que diz respeito à proteção das crianças e jovens".

O CDS-PP afirma, no seu projeto de lei, querer proteger "a integridade das crianças e proibir a utilização de bloqueadores da puberdade e/ou terapia hormonal no tratamento da incongruência ou disforia de género em menores de 18 anos".

Atualmente, entre os 16 e os 18 anos, o processo de mudança de sexo só pode ser feito com consentimento parental e um relatório médico que ateste capacidade de decisão e vontade informada da pessoa jovem.

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