Em 2024, os monumentos geridos pela empresa de capitais públicos registaram 3,4 milhões de visitantes.
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A Parques de Sintra-Monte da Lua registou 3,1 milhões de visitantes em 2025, nos vários monumentos sob a sua gestão, uma redução face a 2024, mas que o presidente da empresa justificou com uma "melhoria da qualidade de visitação".
"Em 2025, tivemos 3,1 milhões de visitantes nos diferentes monumentos nacionais que gerimos na Parques de Sintra", indicou João Sousa Rego, presidente do conselho de administração da sociedade Parques de Sintra-Monte da Lua (PSML), em entrevista à agência Lusa.
No ano anterior, os monumentos geridos pela empresa de capitais públicos registaram 3,4 milhões de visitantes.
Segundo dados da PSML, em 2025, o parque e o Palácio Nacional da Pena tiveram 1,9 milhões de visitantes (contra 2,1 milhões em 2024), o Castelo dos Mouros 409 mil (450 mil), o Palácio Nacional de Sintra 400 mil (450 mil), o parque e o Palácio de Monserrate 200 mil (232 mil) e o Palácio Nacional de Queluz 155 mil (160 mil).
A redução de visitantes, a que no caso da serra de Sintra também não serão alheios os condicionamentos dos acessos devido aos períodos de mau tempo e de risco de incêndio, traduziu-se numa receita em 2025 de 40,1 milhões de euros de bilhética e total de 49,5 milhões (54,4 milhões em 2024).
"No Palácio Nacional da Pena, foram introduzidas 'slots', números máximos de visitantes por dia, e isso significa que os números máximos implicam um número de visitantes mais adaptado àquilo que o monumento consegue integrar", explicou, acrescentando que a "melhoria da qualidade de visitação e da salvaguarda do monumento implica medidas ativas de gestão".
A estratégia passa por "olhar para cada monumento nacional, para cada espaço gerido pela empresa e verificar as capacidades máximas de carga", como se vão "salvaguardar e como" é que se adapta "cada monumento a novos circuitos de visita e a novos públicos".
"Cada monumento nacional vai ter mais do que um circuito de visita e vai ter circuitos de visita diferenciados de acordo com as cargas que podem albergar cada um deles, e isso vai introduzir uma qualificação da visita" e "diferenciadora", reforçou.
Assim, nos palácios de Sintra, da Pena e de Queluz vão existir "diferentes circuitos de visita" e "também formas diferentes de viver o monumento".
"Vamos deixar de estar tão focados na visita e vamos passar a estar focados na vivência do monumento, e isso vamos poder apresentar ao público já na Páscoa no Palácio Nacional da Pena", adiantou João Sousa Rego, precisando que serão disponibilizadas visitas tradicionais, guiadas e de teatro imersivo relacionado com a história do monumento.
As diferentes visitas permitirão "captar visitantes culturais que pretendem viver Sintra de forma mais demorada, conhecer o palácio de forma mais profunda" e, em colaboração com "parceiros locais e regionais", públicos e privados, "oferecer ofertas culturais diferenciadoras", num investimento de 1,7 milhões de euros.
Por outro lado, o presidente da PSML defendeu que "a visitação tem que estar integrada e cosida com o território", contribuindo para o acesso a cada monumento "de forma regular, equilibrada e sustentável", através da "integração da bilhética com o transporte público".
Assim, a empresa criou um novo 'site' de bilhética, com "diferentes soluções de visitação em cada monumento" e "entre monumentos de forma integrada", quer dos seus, quer de parceiros, e também "integrada com o transporte público".
A medida poderá resultar em 35% da deslocação em transporte público e, numa relação direta, "reduzindo 35% de soluções de transporte individual", associadas ao transporte de grupos e visitas de parceiros "com transportes coletivos".
Em termos de investimento, o responsável adiantou que, em 2026, o orçamento da empresa prevê reinvestir 13 milhões de euros nos monumentos e valores naturais sob a sua gestão.
Em comparação, João Sousa Rego admitiu que houve "uma redução abrupta do investimento nos últimos anos", desde a pandemia de covid-19, como se observa nos "24% do valor global das receitas" em 2025, 16% em 2024, e 10% em 2023, contrapondo com os 31% este ano.
João Sousa Rego, de 46 anos, preside desde 2025 ao conselho de administração da PSML, criada em 2000 após a classificação da Paisagem Cultural de Sintra pela UNESCO, que tem como acionistas a Direção Geral do Tesouro e Finanças (em representação do Estado), o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, o Turismo de Portugal e a Câmara Municipal de Sintra.
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