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Ministro da Administração Interna afirmou que as instalações dos aeroportos mantiveram-se e "houve diminutos meios humanos que foram alocados" devido às dificuldades no recrutamento.
O ministro da Administração Interna (MAI) disse esta quinta-feira que o fluxo de passageiros nos aeroportos portugueses aumentou quase 70% em 10 anos, mas as instalações mantiveram-se, os meios humanos foram diminutos e existiram constrangimentos tecnológicos.
"Em dez anos, o fluxo de passageiros aumentou quase 70%. Isso é uma riqueza para o país, porque vivemos do turismo (...). Temos muito mais pessoas a passar com as mesmas instalações. Temos de ter esta noção", declarou Luis Neves aos jornalistas na Figueira da Foz, momentos antes de uma conferência sobre fogos florestais promovida pela Navigator Company.
O ministro afirmou que as instalações dos aeroportos mantiveram-se e "houve diminutos meios humanos que foram alocados" devido às dificuldades no recrutamento.
O governante foi confrontado pelos jornalistas sobre a resposta dada à Lusa pela Comissão Europeia que negou que as filas nos aeroportos em Portugal se devam ao novo Sistema de Entrada/Saída das fronteiras da União Europeia (UE), apontando que o processamento dos registos demora, em média, pouco mais de um minuto.
Luís Neves destacou os reforços em julho com mais 350 agentes da PSP nas fronteiras aeroportuárias, sobretudo Lisboa, Porto e Faro.
Para além disso, "houve constrangimentos tecnológicos, porque há muitas tecnologias digitais que têm de interagir umas com as outras. Basta que uma falhe para que toda a cadeia venha a falhar", observou o MAI, acrescentando que "o Governo está preocupado com esta situação" e está "a resolvê-la".
"Estou francamente otimista que aquilo que sucedeu durante estes últimos tempos - que não foi todos os dias, é importante que se diga -, tenha um desembaraço bastante melhor e vá ao encontro dos interesses de todos nós. Quais são os interesses de todos nós? É que haja passagens com dois tipos: em primeiro lugar, desembaraço. Em segundo lugar, segurança", disse.
Luís Neves acrescentou: "Não é por Portugal que a segurança do espaço europeu será posta em causa".
Luís Neves deixou uma mensagem aos portugueses que viajam e aos turistas que visitam o país que o Governo "está a trabalhar de forma muito motivada, muito vincada e otimista" porque o reforço dos meios humanos da PSP será importante.
"Quero-vos dizer a todos de forma muito clara e muito séria, porque são os superiores interesses do país que estão em causa, que houve imagens que passaram que eram imagens de outros tempos", admitiu.
O ministro lembrou ainda que a partir de 29 de maio haverá no Aeroporto de Lisboa mais boxes de controlo manual de fronteiras e que está também previsto um aumento de e-gates (fronteiras automáticas).
Os constrangimentos que se têm verificado nos aeroportos nacionais, em particular no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, resultam de um conjunto de fatores, entre eles falhas pontuais dos sistemas informáticos, obras em curso em algumas áreas operacionais e um elevado volume de passageiros concentrados em curtos períodos de tempo, referiu o MAI no início da semana.
"Vamos reforçar o aeroporto de Lisboa, do Porto, de Faro e do Funchal, sendo certo que nos Açores a situação está estabilizada", explicou, declarando: "Estamos muito confiantes de que a questão ainda levará algum tempo, mas será redimida em favor dos interesses de Portugal".
O novo sistema europeu de controlo de fronteiras entrou em funcionamento em outubro de 2025, em Portugal e nos restantes países do espaço Schengen, e desde então os tempos de espera nas fronteiras aéreas agravaram-se, principalmente no aeroporto de Lisboa, com os passageiros a terem de esperar, por vezes, várias horas.
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