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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Petição por "condições dignas" na Universidade do Minho reúne quase mil assinaturas

Movimento Dignidade Académica é "notória" a degradação das instalações universitárias e das residêncisa estudantis.

16 de março de 2026 às 18:21

O Movimento Dignidade Académica (MDA) recolheu perto de mil assinaturas para um manifesto em que exige "condições dignas" de estudo, trabalho e permanência na Universidade do Minho (UMinho), foi esta segunda-feira anunciado.

Em comunicado, o MDA acrescenta que pediu uma reunião de urgência com a reitoria, tendo em conta que o problema das "condições estruturais precárias" dos campi da UMinho na Universidade do Minho se arrasta "há largos anos" e se agravou com as tempestades do início deste ano.

Para aquele movimento, é "notória" a degradação das instalações que compõem os campus da universidade e respetivas residências estudantis.

Fala, desde logo, em infiltrações recorrentes em salas, corredores e espaços de alimentação, com água a escorrer por paredes e tetos, e em casas de banho frequentemente inoperacionais e com falta de materiais de higiene.

Tetos degradados e equipamentos em risco, humidade persistente em espaços letivos e falta de isolamento térmico e acústico, bem como parques de estacionamento insuficientes e desorganizados, são outras das lacunas apontadas.

O MDA elenca ainda "diferenças absurdas" de temperatura de uma sala para a outra, falta de acessibilidade física e sensorial aos espaços e de elevadores funcionais, mobiliário dos espaços letivos com falta de funcionalidade e qualidade ergonómica e falta de espaços verdes com mobiliário para usufruto por parte da comunidade académica.

"O ensino público merece mais respeito e melhores condições. Estudar com frio ou em salas com humidade compromete a concentração, o bem-estar e, inevitavelmente, o rendimento académico. Sendo uma instituição pública financiada, em parte, pelo esforço coletivo da sociedade, é legítimo que os estudantes exijam condições mínimas de conforto e segurança, sendo o investimento uma das justificações para a existência do valor da propina, que, pela sua existência, constitui um grave entrave no acesso ao ensino superior", lê-se no manifesto.

O abaixo-assinado, que vai ser enviado ao reitor da UMinho, juntou quase mil assinaturas pelos diversos campi e residências da universidade.

"Perante a repetição sistemática das situações de crise e a ausência de respostas eficazes, consideramos que chegou o momento de uma ação coletiva, para através de todos os meios possíveis, pressionar a reitoria a enfrentar os problemas e tomar decisões que beneficiem todos", remata.

Contactada pela Lusa, a UMinho refere que a atual equipa reitoral, que tomou posse em dezembro de 2025, definiu a modernização e manutenção do parque edificado entre as suas prioridades estratégicas.

"Nesse sentido, o levantamento detalhado das necessidades em todos os espaços da academia, em fase de conclusão, vai permitir planear e executar intervenções de forma mais eficaz e articulada", acrescenta.

Diz ainda que a universidade tem previstos "vários milhões de euros" para intervenções nos seus edifícios, com prioridade para obras de reparação e manutenção que garantam melhores condições de estudo, trabalho e investigação.

"Em paralelo, continuam a avançar investimentos estruturantes, como as novas residências estudantis na Fábrica Confiança (Braga) e em Santa Luzia (Guimarães), bem como projetos nas áreas da eficiência energética e da modernização tecnológica", acrescenta.

Conclui garantindo que acompanha "com atenção" as preocupações expressas por membros da comunidade académica e manifesta "total disponibilidade para dialogar com quem o solicite", estando a procurar agendar um encontro "em breve" com o MDA.

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