Movimento Dignidade Académica é "notória" a degradação das instalações universitárias e das residêncisa estudantis.
O Movimento Dignidade Académica (MDA) recolheu perto de mil assinaturas para um manifesto em que exige "condições dignas" de estudo, trabalho e permanência na Universidade do Minho (UMinho), foi esta segunda-feira anunciado.
Em comunicado, o MDA acrescenta que pediu uma reunião de urgência com a reitoria, tendo em conta que o problema das "condições estruturais precárias" dos campi da UMinho na Universidade do Minho se arrasta "há largos anos" e se agravou com as tempestades do início deste ano.
Para aquele movimento, é "notória" a degradação das instalações que compõem os campus da universidade e respetivas residências estudantis.
Fala, desde logo, em infiltrações recorrentes em salas, corredores e espaços de alimentação, com água a escorrer por paredes e tetos, e em casas de banho frequentemente inoperacionais e com falta de materiais de higiene.
Tetos degradados e equipamentos em risco, humidade persistente em espaços letivos e falta de isolamento térmico e acústico, bem como parques de estacionamento insuficientes e desorganizados, são outras das lacunas apontadas.
O MDA elenca ainda "diferenças absurdas" de temperatura de uma sala para a outra, falta de acessibilidade física e sensorial aos espaços e de elevadores funcionais, mobiliário dos espaços letivos com falta de funcionalidade e qualidade ergonómica e falta de espaços verdes com mobiliário para usufruto por parte da comunidade académica.
"O ensino público merece mais respeito e melhores condições. Estudar com frio ou em salas com humidade compromete a concentração, o bem-estar e, inevitavelmente, o rendimento académico. Sendo uma instituição pública financiada, em parte, pelo esforço coletivo da sociedade, é legítimo que os estudantes exijam condições mínimas de conforto e segurança, sendo o investimento uma das justificações para a existência do valor da propina, que, pela sua existência, constitui um grave entrave no acesso ao ensino superior", lê-se no manifesto.
O abaixo-assinado, que vai ser enviado ao reitor da UMinho, juntou quase mil assinaturas pelos diversos campi e residências da universidade.
"Perante a repetição sistemática das situações de crise e a ausência de respostas eficazes, consideramos que chegou o momento de uma ação coletiva, para através de todos os meios possíveis, pressionar a reitoria a enfrentar os problemas e tomar decisões que beneficiem todos", remata.
Contactada pela Lusa, a UMinho refere que a atual equipa reitoral, que tomou posse em dezembro de 2025, definiu a modernização e manutenção do parque edificado entre as suas prioridades estratégicas.
"Nesse sentido, o levantamento detalhado das necessidades em todos os espaços da academia, em fase de conclusão, vai permitir planear e executar intervenções de forma mais eficaz e articulada", acrescenta.
Diz ainda que a universidade tem previstos "vários milhões de euros" para intervenções nos seus edifícios, com prioridade para obras de reparação e manutenção que garantam melhores condições de estudo, trabalho e investigação.
"Em paralelo, continuam a avançar investimentos estruturantes, como as novas residências estudantis na Fábrica Confiança (Braga) e em Santa Luzia (Guimarães), bem como projetos nas áreas da eficiência energética e da modernização tecnológica", acrescenta.
Conclui garantindo que acompanha "com atenção" as preocupações expressas por membros da comunidade académica e manifesta "total disponibilidade para dialogar com quem o solicite", estando a procurar agendar um encontro "em breve" com o MDA.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.