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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

PJ detém dois jovens suspeitos de fogo posto na Costa da Caparica

Rapariga e rapaz de 17 anos terão recorrido a um isqueiro e ateado fogo "ao interior de um pavilhão localizado no areal".

20 de junho de 2026 às 10:19

Uma rapariga e um rapaz, ambos de 17 anos, foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ) por estarem "fortemente indiciados" da prática de um crime de incêndio, no concelho de Almada, foi este sábado anunciado.

Em comunicado, a PJ explicou que os dois suspeitos foram detidos, fora de flagrante delito, através do Departamento de Investigação Criminal de Setúbal.

De acordo com a Judiciária, os factos verificaram-se na terça-feira, às 17:00, "no momento em que os dois jovens acederam ao interior de um pavilhão, localizado no areal da Praia do Dragão Vermelho, na Costa da Caparica", concelho de Almada, distrito de Setúbal.

O casal, segundo a PJ, terá recorrido à utilização de um isqueiro e ateado fogo, "em conjunto, a uma série de objetos que se encontravam no pavilhão, onde em tempos funcionou um bar de praia", pode ler-se no comunicado.

"O fogo ateado transformou-se, rapidamente, num incêndio de grandes proporções que, além de ter causado um grande alarme social, destruiu grande parte do pavilhão, provocando prejuízos avaliados em várias centenas de milhares de euros", destacou a polícia de investigação criminal.

Os dois jovens já foram presentes a primeiro interrogatório judicial, tendo o tribunal determinado que ambos fiquem em prisão preventiva, a medida de coação mais gravosa.

Na terça-feira, fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Península de Setúbal disse à agência Lusa que as autoridades receberam o alerta para este incêndio cerca das 16:00.

O sinistro, no local desse bar na praia do Dragão Vermelho, entrou em fase de rescaldo quase uma hora depois.

Na altura, a Proteção Civil referiu à Lusa que não havia notícia de prejuízos além dos que se registaram no bar onde ocorreu o incêndio.

No combate às chamas estiveram envolvidos um total de 23 operacionais, incluindo elementos das corporações de bombeiros de Cacilhas e da Trafaria, apoiados por 10 viaturas.

As causas do incêndio começaram logo a ser investigadas pela Polícia Judiciária.

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